Pesquisa Quaest: 29% dos brasileiros apostam em bets; 71% dizem que não
Uma pesquisa recente da Quaest aponta que 29% dos brasileiros têm o hábito de realizar apostas esportivas pela internet, enquanto 71% dizem não participar desse tipo de atividade. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os dados permitem identificar características do público que utiliza plataformas de bets. No recorte por gênero, 33% dos homens afirmam apostar, frente a 21% das mulheres. Um levantamento feito por uma bet legalizada sobre o perfil do apostador brasileiro apresenta distribuição semelhante, com 59% dos usuários do sexo masculino e 41% do feminino, indicando predominância entre homens.
A análise por faixa etária mostra que o hábito está presente em diferentes idades. Segundo a Quaest, 27% das pessoas entre 16 e 34 anos dizem apostar, enquanto o índice chega a 30% entre aqueles de 35 a 59 anos e também entre os com 60 anos ou mais. Já o recorte da bet KTO indica maior concentração em faixas específicas: 42,1% dos apostadores têm entre 25 e 40 anos, seguidos por 24,6% entre 41 e 56 anos e 21,2% entre 18 e 24 anos.
No recorte por renda, a pesquisa aponta maior incidência entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos, com 32% declarando apostar. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, o índice é de 26%, enquanto na faixa de até dois salários mínimos é de 24%. Informações do setor também indicam presença relevante de apostadores nas classes C1 e B1, que juntas representam parcela significativa do público, com predominância de perfis de classe média.
A distribuição regional apresenta variações moderadas. No Sul, 37% dos entrevistados dizem apostar, seguido pelo Sudeste com 29%, Centro-Oeste e Norte com 27% e Nordeste com 25%. Os dados sugerem que a prática está presente em todas as regiões, com diferenças associadas a fatores econômicos e de acesso.
Esse cenário de expansão nacional das bets também tem reflexos fora do comportamento do consumidor e alcança a estrutura do esporte. Nesse contexto, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deverá regulamentar a divisão de recursos provenientes do uso de direitos de imagem em eventos esportivos. A estimativa é de que cerca de R$ 264 milhões por ano sejam distribuídos entre clubes, atletas e entidades organizadoras.
Esse valor decorre da legislação que regula o setor, que estabelece a redistribuição de 12% da receita bruta das operações. Desse total, 7,3% são destinados ao pagamento de direitos de imagem, o que representa aproximadamente 0,786% do volume total. A projeção considera um faturamento anual estimado em R$ 33 bilhões com base nos primeiros meses de 2025.
