Home

400 assistentes de educação entram em greve nesta segunda-feira

3 min de leitura
Foto do autor

Redação

27/05/2012 00:00
400 assistentes de educação entram em greve nesta segunda-feira

Siga o Portal O Taboanense no Twitter e no Facebook
——————————–

Publicidade
Publicidade

Por Nely Rossany, da Gazeta SP

As 400 assistentes de desenvolvimento infantil, que auxiliam os professores na sala de aulas das escolas municipais de Taboão da Serra confirmaram a paralisação nesta segunda-feira. De acordo com a prefeitura, as aulas não serão afetadas. As Adi’s, como são chamadas reivindicam aumento de salário e reconhecimento como professoras no Estatuto do Magistério. Uma manifestação na praça Nicola Vivilechio, no Centro às 14 horas e depois na Câmara Municipal também foram confirmadas.

Em nota, a categoria diz que a greve é ‘por dignidade, reconhecimento profissional e salarial’ e que desde abril do ano passado elas estão se mobilizando para garantir o que está na Lei e pareceres do Conselho Nacional de Educação, que entende educação de 0 a 6 anos como trabalho pedagógico. Segundo as assistentes, todas as profissionais que trabalham em creches devem ser reconhecidas como professoras usufruindo de todos os direitos previstos no Magistério.

Foto: Rose Santana

ADIs foram até a Câmara Municipal pedir apoio dos vereadores para reivindicações

As Adi’s alegam que exercem o mesmo trabalho que uma professora, só que recebem um salário bem menor, cerca de R$ 800, enquanto um professor recebe R$ 2.200. Em setembro do ano passado, quando também fizeram uma paralisação, a Secretaria de Educação conversou com as funcionárias, mas segundo elas, foi incorporada ao salário, uma gratificação de R$ 150, o que não era o objetivo da greve.

Outro fato que as profissionais reclamam quanto à inclusão de alunos especiais nas escolas. “Eles [prefeitura] enviam crianças especiais para a escola regular, mas não oferece nenhuma estrutura física, não tem almofadas, cadeiras especiais e confortáveis, nada, é a maior dificuldade, tem criança que não se mexe, eles sofrem muito. Os profissionais também não recebem treinamento para lidar com as crianças especiais. Isso não é inclusão, é exclusão”, desabafou uma Adi durante sessão da Câmara da última terça-feira, 22. Procurada pela Gazeta SP, a Assessoria de Imprensa da prefeitura disse que a Secretaria de Educação não vai comentar o assunto antes da paralisação.

 

Publicidade
Publicidade