Protesto do MTST termina em quebra-quebra na Câmara Municipal
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Terror. Com essa palavra é possível definir o final trágico da sessão da Câmara Municipal de Taboão da Serra nesta terça-feira, dia 2. Uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto terminou com um enorme quebra-quebra dentro do plenário. As cadeiras foram arrancadas e jogadas em direção aos vereadores, as portas de vidros ficaram destruídas. A GCM precisou usar gás de pimenta para conter os manifestantes.
Veja mais fotos do quebra-quebra na Câmara Municipal
A principal causa do vandalismo registrado na noite desta terça-feira foi a não votação de um projeto enviado pelo prefeito Evilásio Farias, em regime de urgência, que transforma duas áreas residenciais, uma no Jd. Helena e outra no Pq. Laguna, em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), o que permite a desapropriação a baixo custo para a construção de moradias para famílias carentes.
Foto: Divulgação

Manifestantes tentam derrubar grade que separa o público do espaço dos vereadores
O projeto chegou a Câmara Municipal em regime de urgência e para se votado, precisava de nove assinaturas. Cerca de 400 pessoas do MTST e MST de Taboão da Serra, além da Pastoral da Moradia, lotaram o plenário para pressionar a votação do projeto, as vésperas das eleições. Durante uma reunião de quase uma hora, os vereadores não chegaram a um acordo.
Na volta da reunião, por volta das 21h10, os manifestantes já estavam tensos e gritavam palavras de ordem. A sessão não andava, o número de assinaturas não era o suficiente para que o projeto entrasse em votação. O clima que já era nervoso foi ficando insustentável. O presidente da Câmara, vereador Macário, suspendeu a sessão por 10 minutos.
Um grupo de pelo menos 12 manifestantes começou a forçar a grade que separa o público do espaço reservado para os vereadores. A GCM, que estava em grande número, impediu que o grupo invadisse o plenário. Apesar dos esforços, a começou um verdadeiro quebra-quebra. A grade foi arrancada e diversas cadeiras foram arrancadas e jogadas contra os vereadores.
O presidente Macário encerrou a sessão por falta de segurança. Os manifestantes tentaram agredir alguns vereadores e foram contidos pela GCM que usou gás de pimenta. Começou um verdadeiro corre corre. Do lado de fora, outros manifestantes começarama atirar pedras contra a Câmara, quebrando duas portas de vidro.
Dentro do plenário, galões de água foram jogados no chão, móveis foram quebrados e duas lâmpadas atiradas contra os vereadores. Diversos jornalistas e moradores tiveram que correr em direção a sala de reunião, que fica nos fundos, para se proteger da violência dos manifestantes.
Foto: Divulgação

Macário, presidente da Câmara Municipal, observa estragos após protesto
Uma farmácia que fica em frente ao prédio do Legislativo foi atacada e teve vasos quebrados e a porta danificada. A padaria Rainha do Taboão precisou fechar as portas para impedir que seus clientes corressem algum risco. A GCM chegou a atirar para o alto para dispersar a multidão que insistia em jogar pedras contra o prédio da Câmara.
Pelo menos dois manifestantes foram presos e uma pessoa ficou ferida na confusão. O presidente da Casa, José Macário, foi até a Delegacia registrar um Boletim de Ocorrência. Segundo ele, “o patrimônio público ficou completamente destruído”. O sistema de gravação das sessões será usado para identificar os vândalos que iniciaram o quebra-quebra.

