Prefeitura irá abrir sindicância para apurar ação da GCM
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A prefeitura de Taboão da Serra anunciou nesta quinta-feira, dia 4, que irá abrir uma sindicância, espécie de investigação interna, para apurar a ação da Guarda Civil Municipal durante a última sessão da Câmara Municipal. Após protesto do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, houve tumulto e depredação do plenário. A GCM, que fazia a segurança do local, conseguiu conter a manifestação.
Veja mais fotos do quebra-quebra na Câmara Municipal
Na quinta-feira, cerca de 150 integrantes do MTST realizaram um protesto em frente a Câmara Municipal e a prefeitura. De acordo com nota oficial divulgada pelo MTST eles exigiam que o prefeito Evilásio Farias punisse os responsáveis da Guarda Municipal que, segundo eles, agrediram os manifestantes durante confusão na Câmara Municipal, na terça-feira.
Foto: Divulgação

GCM impediu que os manifestantes invadissem o plenário durante tumulto
Após pressão do MTST a prefeitura decidiu abrir uma investigação para apurar o episódio. Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura disse que “ficou decidido que será aberta uma sindicância para apurar os procedimentos e responsabilidades dos guardas municipais que atuaram nos eventos ocorridos na última Sessão Ordinária da Câmara Municipal”.
A reportagem do Portal O Taboanense ouviu alguns guardas que aceitaram falar na condição de anonimato sobre a abertura de sindicância. “Entendemos que esse não é um procedimento padrão. Basta ver as filmagens para ver que nós é que fomos agredidos, em nenhum momento usamos de violência, pelo contrário”, disse um GCM.
Outro guarda municipal afirmou que o clima dentro da corporação é de revolta. “Jogaram pedras e lâmpadas florescentes contra nós e parece que nós é que somos os bandidos. Estamos inconformados com essa situação, chega a ser vexatório para nós passar por essa sindicância”.
O vereador Olívio Nóbrega disse que a ação da GCM evitou uma tragédia. “Vou acompanhar de perto essa sindicância, esses homens merecem nossas homenagens e não um processo nas costas. Se não fosse a Guarda muita gente poderia ter morrido ali dentro. A Polícia Civil está investigando e apurando o caso e vai mostrar quem foram os responsáveis por esse ato de vandalismo”.
Prejuízo
Três dias após o quebra-quebra, a Câmara Municipal ainda não recuperou o plenário que ficou completamente destruído. Pelo menos 20 cadeiras foram danificadas, duas cercas de alumínio, móveis e as portas de vidro ainda não foram trocadas. Segundo a assessoria do Legislativo, o valor do prejuízo só será divulgado após os orçamentos dos prestadores de serviço serem aprovados.
Segundo o diretor da Câmara Municipal, Gerson Tavares, a pedido do presidente da Casa, vereador Macário, foi feito um orçamento de compra de novas cadeiras e também do conserto do que ficou destruído. “Estamos cotando as suas opções para ver o que fica mais barato, até o fim desta sexta-feira [dia 5] teremos uma resposta”, disse.
Em relação as duas portas de vidro que foram destruídas, Gerson afirmou que todas as empresas consultadas pediram, no mínimo, 10 dias para a reposição. “O vidro temperado é mais difícil de repor, todas as empresas que foram lá deram essa previsão [de 10 dias]. Vamos, provisoriamente, usar alguns tapumes até a chegada do vidro”, disse.
A GCM continua na frente da Câmara Municipal reforçando a segurança do prédio.

