Greve dos professores da rede estadual segue com baixa adesão
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Nesse terceiro dia de paralisação dos professores da rede estadual de ensino, de acordo com do representante da Frente de Lutas de Taboão, José Afonso da Silva, “a greve ainda está em processo de construção”. Até o momento a adesão esta em torno de 20% na região, que inclui os municípios de Embu das Artes, Embu Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Taboão da Serra.
“A greve está em processo de construção, embora com muitas dificuldades de adesão estimo que houve mais escolas aderindo. Há muitas dúvidas coletivas apresentadas pela categoria. De certa forma, pelas informações que tenho coletado, faltam muitas escolas informarem a situação, penso que é possível falar em 20% de paralisação neste momento”, declarou Afonso.
A Secretaria de Educação do Estado informou em nota, que a até a tarde desta quarta-feira, dia 24, o registro de faltas dos professores era de apenas 2,3%, abaixo da média diária, que normalmente é de 5%.
"Os dados parciais dos períodos da manhã e da tarde apontam que nesta quarta-feira (24) o registro de faltas teve oscilação de apenas 2,3% do total de docentes em relação à média diária de ausências de aproximadamente 5%. Vale ressaltar que o andamento das aulas e o calendário escolar permanecem inalterados e que os pais devem levar seus filhos à escola. A rede estadual dispõe regularmente de professores eventuais e, desde o início do ano, cerca de 55 mil profissionais se cadastraram para suprir, quando necessário, ausências pontuais de docentes titulares”, informa a secretaria.
A nota também informa que “em atendimento a ofício protocolado pela Apeoesp, o secretário [de Educação do estado] Herman Voorwald, agendou para amanhã [quinta-feira, dia 25] uma reunião com representantes do sindicato, procedendo da mesma forma adotada em relação a solicitações anteriores de todas as entidades de profissionais da Educação”.
Reivindicação da categoria
A Apeoesp rejeitou, na última sexta-feira, dia 19, durante assembleia, a proposta do governo que ofereceu reajuste salarial de 8% a partir de julho, dessa forma o piso da categoria passará a ser R$ 2.257,84 para 40 horas semanais de trabalho. Eles reivindicam reposição de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012.
O sindicato argumenta que o governo não esta levando em conta a inflação. Os professores também querem que um terço da jornada de trabalho seja dedicado a atividades de formação e preparação de aulas.
Se a adesão for geral, cerca de 100 mil alunos podem ficar sem aula em toda a região.

