Confusão, discussão e ataques à imprensa marcam protesto
Desde a concentração na praça Nicola Vivilechio, dois manifestantes se desentenderam, Marco Antônio Guerreiro (PT) e César Pereira integrante do Movimento Expressão nas Ruas, protagonizaram alguns dos momentos tensos da passeata, que até então estava pacífica.
O motivo aparente foi porque “alguns” manifestantes queriam “levantar bandeiras de partido”. De acordo com Pereira, aquela era uma manifestação “sem partido”.
Foto: Rose Santana

Manifestante segura cartaz durante protesto neste sábado
Durante todo trajeto o desentendimento continuou, em um dos momentos de bate boca entre os dois, a imprensa regional, que estava realizando a cobertura do evento foi hostilizada por César Pereira, ele tentou pressionar as jornalistas a não fazerem as fotos da confusão.
“Parou de tirar foto minha, parou. Não quero que tirem mais foto. Em vez de tirar foto do movimento. Eu tô lá trocando ideia vocês vão lá e tiram foto [da confusão]. Não quero que tirem mais foto minha. Já que é pra passar a informação, passa a informação correta”, disse agressivamente às jornalistas.
Era exatamente isso que a imprensa estava fazendo ao registrar a confusão entre os dois manifestantes. José Afonso da Silva (Psol) foi quem saiu em defesa das jornalistas e tentou explicar ao manifestante alterado, que a imprensa é livre para realizar seu trabalho e que em uma manifestação todos os acontecimentos podem virar notícia.
De acordo com Pereira ele era um dos organizadores da manifestação. Segundo Andrea Mathias, ele é apenas “um manifestante”, ele “não faz parte da coordenação”.
A coordenadora do movimento, Márcia Sofia Figueiredo, utilizou o microfone da manifestação para dizer em vários momentos que a ”imprensa é comprada”.
Também disseram que a imprensa foi paga para dizer que o animal encontrado no dia 7 de janeiro enterrado no Jd. Record, se tratava de uma leoa e não um leão como eles querem. “Fernando Fernandes tentou, inclusive, mudar o foco dos fatos, falando que era uma leoa e não um leão. Matéria paga”.
De acordo com ativistas sérios em defesa da causa animal que estavam no local no dia do ocorrido, trata-se de um felino do sexo feminino.
“Já foi confirmado que o animal não saiu daqui [Parque das Hortênsias] e que é uma leoa, provavelmente essa leoa foi plantada no local. Parece que foi torturada, estava com as patas amarradas. Era um animal jovem, com 300 quilos, dentes novos”, disse a ativista Priscila Ruiz à reportagem do Portal O Taboanense, na quarta-feira, dia 8, durante visita ao Parque das Hortênsias.
