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Pacientes com suspeita de dengue lotam hospitais

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Redação

04/05/2014 00:00
Pacientes com suspeita de dengue lotam hospitais

Matheus Herbert, da Gazeta de S. Paulo

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Os hospitais de Taboão Serra estão encontrando dificuldades no atendimento aos casos de dengue, pois a cidade vive um surto da doença. O tempo de espera pode chegar até nove horas e as filas se estendem até as calçadas nos prontos-socorros públicos. Na noite de segunda-feira, a cidade registrou a primeira morte pela doença. A estudante de farmácia Bruna Souza de 23 anos, morreu no hospital particular Family e a família afirma que ela estava com dengue, mas o diagnóstico ainda não foi confirmado.

A Gazeta de São Paulo visitou os prontos-socorros públicos da cidade que não estão dando conta do número de atendimentos. Em alguns casos, com as recepções lotadas, as filas chegam até a calçada, como no Pronto Socorro e Maternidade Antena, no Jardim Record. A auxiliar de limpeza, Silvana de 26 anos, levou nove horas para ser atendida na sexta-feira, dia 25, e mesmo assim precisou voltar nesta terça-feira, segundo ela seu problema não foi diagnosticado.

Reportagem visitou Pronto Socorro Antena e a UPA Akira Tada | Thiago Neme / Gazeta de S. Paulo

“Cheguei hoje às 7 horas da manhã, e até agora não fui atendida (11h40), preciso saber o que eu tenho”, desabafou a auxiliar. A reportagem flagrou que a senha de atendimento de Silvana era a de número 309 e o atendimento às 11h50, estava no número 215.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Akira Tada, na Estrada São Francisco, as filas dão voltas na recepção e os casos de suspeita de dengue são maioria, como é o caso da auxiliar de administração Camila, de 32 anos, que estava com a filha. As duas se queixam de dor de cabeça, dores nas articulações e febre e aguardavam atendimento desde às 8 horas da manhã.

“Perdi o dia de trabalho, e estou aqui aguardando atendimento desde cedo, minha filha além de fortes dores nos rins está com sintomas que também indicam a dengue”, contou a mãe, por volta do 12h15.

O melhor atendimento, segundo a dona de casa Epivânia, de 52 anos é no Hospital Geral do Pirajussara (HGP), ela que está com dengue diagnosticada, agora acompanha o marido que está com sintomas parecidos. “Tive um bom atendimento, a médica é ótima, tive um diagnóstico rápido e eficiente, agora aguardo atendimento para o meu marido Wilson, que parece estar com dengue também”. A reportagem acompanhou o atendimento no HGP, e constatou que os pacientes eram atendidos em até uma hora.

De acordo com a Prefeitura de Taboão da Serra, os casos de dengue estão sob controle e não existe um surto da doença. “Até esta terá-feira foram confirmados 56 casos de dengue, dos quais 45 são autóctones (do próprio município) e 11 importados. Segundo o Ministério da Saúde para a caracterização de surto são necessários 252 casos confirmados”, informa nota oficial.

Ainda segundo a prefeitura, para os atendimentos de suspeita de dengue são tratadas como prioridade. “O atendimento inclui a realização de exames de sangue (hemograma) para averiguar ser houve diminuição no número de plaquetas (plaquetopenia), um dos indícios da dengue hemorrágica.

A Secretaria de Saúde informa que o crescente número de pacientes, tanto prontos socorros públicos, como também nos privados, pode estar associado há um receio da população estar com dengue. “Além disto,  neste período do ano, as baixas temperaturas colaboram com o surgimento de doenças respiratórias”, informa a Secretaria.
“Embora haja um aumento, esperado para esta época do ano, a doença permanece restrita à alguns bairros e não há necessidade de pânico. A expectativa com a chegada do inverno, e consequente diminuição da reprodução do mosquito, uma diminuição, também, dos casos de dengue”, finaliza a nota.

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