Manifestação contra a dengue e por habitação fecha a BR-116
Colaborou Matheus Herbert, da Gazeta de S.Paulo
Centenas de pessoas do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto de Taboão da Serra e dos Movimentos Acorda Taboão e Reaja Taboão, realizaram na manhã desta quarta-feira, dia 7, uma manifestação para “exigir” do poder público providências sobre a questão da dengue, a reabertura do antigo Pronto Socorro Akira Tada, além de questões sobre moradia. Todos os manifestantes usavam máscaras, como forma de protesto contra a epidemia de dengue na cidade.
Um dos organizadores do manifesto, Paulo Félix, afirmou que a prefeitura está escondendo e manipulando os números de casos de dengue no município. “Não podemos aceitar esse descaso com a saúde pública. A prefeitura está escondendo os números de dengue. Morreu uma pessoa comprovada e já passam de mil casos na cidade, são informações extraoficiais, porque a secretaria [da Saúde] está omitindo esses dados”, declarou Félix.

A passeata teve início no Jd. Salete e seguiu até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na estrada São Francisco. Lá os manifestantes soltaram fogos de artifícios para chamar a atenção das autoridades e realizaram um minuto de silêncio em memória da estudante Bruna Souza Mioli, de 23 anos, moradora do Jd. Record, que morreu em 28 de abril, com suspeita de dengue.
Em seguida, os manifestantes retornaram pacificamente para a rodovia Régis Bittencourt e caminharam para o antigo prédio do PS Akira Tada e prefeitura de Taboão da Serra. “Estamos cobrando do prefeito a reabertura do PS Akira Tada, o povo até hoje não aprovou essa medida [fechamento do pronto socorro]”, declarou o vereador Moreira (PT).
A demora no atendimento nos prontos socorros e unidades de atendimentos da cidade, também foi lembrada, Félix descreveu o drama dos pacientes que procuram atendimento. “Os doentes precisam esperar até 10 horas para serem atendidos, e muitas vezes, não tem seus problemas solucionados. E mediante a isso, temos um pronto socorro fechado”, destacou o ex-vereador, apontando para o antigo Akira Tada.
Moradia
Em fevereiro o MTST apresentou uma pauta de reivindicações ao prefeito Fernando Fernandes (PSDB), que segundo Paulo Félix, não cumpriu, dois dos principais itens. “O prefeito não cumpriu dois dos principais pontos, que pra gente eram fundamentais. Mandamos 320 nomes para auxílio aluguel e nenhuma bolsa foi concedia. E também, [o prefeito] não enviou para a Câmara, um projeto alterando o plano diretor de Zona Industrial no Jd. Salete para Zeis (Zona Especial de Interesse Social), ele disse que faria em 30 dias, já se passaram 70”, explicou. Participou ainda do protesto o vereador Luiz Lune (PCdoB).
O Prefeito Fernando Fernandes, atendeu uma comissão do movimento do para ouvir as reivindicações, na tarde desta quarta-feira. O presidente da Câmara Municipal Eduardo Nóbrega (PR), participou da reunião.
A Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e agentes de trânsito da Semutrans acompanharam a manifestação. Nenhuma ocorrência foi registrada.
