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Donos de bares reivindicam melhores condições de trabalho

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Redação

22/05/2014 00:00
Donos de bares reivindicam melhores condições de trabalho

Cerca de 40 pessoas, proprietários de bares, lanchonetes e restaurantes no Jd. Leme, Gleba C e São Judas, estiveram presentes na sessão da Câmara Municipal de Taboão da Serra na noite de terça-feira, dia 20, para solicitar o apoio do legislativo na luta por melhores condições de trabalho. Entre as reivindicações, eles pedem mudança no horário de funcionamento nos finais de semana e mais respeito por parte da Guarda Civil Municipal (GCM).

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Os comerciantes alegam que algumas ações da prefeitura tem dificultado o trabalho deles. A Lei do Silêncio é uma delas. Segundo informou Antônio Ramos da Silva, eles têm sido prejudicados com o horário de fechamento, principalmente nos finais de semana.

Reunião entre vereadores e comerciantes donos de bares | Divulgação

“Gostaríamos que a prefeitura estendesse o horário de funcionamento na sexta e no sábado. Temos que fechar às 23h, e isso prejudica o nosso trabalho”, disse Silva.

Outra reclamação dos comerciantes é em relação à abordagem da GCM. “Eles entram nos nossos comércios com brutalidade, expulsando as pessoas, sem nenhum diálogo. Somos todos trabalhadores, queremos respeito”, disseram.

A exigência de documentação também tem sido um problema para a categoria. “Eles estão exigindo a documentação, mas só para regularizar o habite-se, custa mais ou menos R$ 8 mil. Como uma pessoa que tem seu comerciozinho, como nós, vai ter esse dinheiro? Não faturamos isso”, relatou Silva.

Uma comissão, representado os comerciantes, foi recebida pelos vereadores no final da sessão. Segundo Eduardo Nóbrega, presidente da Câmara Municipal, uma nova reunião com os comerciantes será marcada na próxima semana para que as reivindicações sejam analisadas.

“Entendo a posição dos comerciantes, mas não podemos passar por cima da Lei do Silêncio ou da legislação municipal. Os vizinhos dos bares não podem conviver com o barulho excessivo, temos que achar um meio termo, mas a legislação existe para todos”, afirmou Nóbrega.

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