Preço sobe em supermercados da região e assusta consumidores
Matheus Herbert, da Gazeta de S. Paulo
Os consumidores da região de Taboão da Serra e Embu das Artes, têm se assustado quando ao realizar a compra do mês no supermercado. Os produtos básicos da mesa do brasileiro como o tomate e a carne estão mais caros e a variação entre um mercado e outro pode chegar a até 125%.
O preço médio da cesta básica do paulistano avançou 0,83% entre os dias 16 e 22 de maio, passando de R$ 409,50 para R$ 412,90, segundo dados divulgados na sexta-feira, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Dos 31 produtos que compõem a cesta, 17 ficaram mais caros no período e 14, mais baratos. Na análise por grupos, Higiene Pessoal foi o grupo que mais contribuiu para elevação do preço da cesta, com acréscimo de 1,42%, enquanto Limpeza registrou elevação de 1,04% e Alimentação, de 0,74%.

A Gazeta de São Paulo foi aos supermercados da região verificar o valor de 14 produtos básicos como arroz, feijão, óleo, sal, carne entre outros, e constatou que os valores tem pesado no carrinho dos consumidores. A auxiliar de serviços gerais, Francisca Aparecida, 53 anos, que realiza suas compras no Hipermercado Extra em Taboão da Serra, recebe um salário mínimo, e com ele paga as contas, aluguel, cuida dos filhos e ainda faz as compras, só que agora com papel na mão e uma caneta para calcular, quando pode gastar. “Comprando apenas o necessário, os itens básicos de marca popular, eu gasto em torno de uns R$200, ano passado eu gastava de R$130. O arroz e feijão subirão muito”, lamentou.
A reportagem constatou que produtos como a carne bovina, o tomate, o arroz e o feijão, foram os que mais subiram na tabela. O quilo da carne como o coxão mole no mercado Kaçula em Embu das Artes é vendida a R$ 15,98, já a mesma carne no Hipermercado Extra custa R$ 31,00, uma diferença de 93,75%.
Já o tomate tem a variação ainda maior, chegando a 125%. A fruta é vendida no Extra do Taboão por R$3,89, enquanto no Carrefour em Taboão é vendido por R$8,39. O valor tem inibido o consumo como é o caso da aposentada, Elizabeth Aparecida, de 52 anos, que cortou a fruta da salada. “Os valores estão altíssimos, eu cortei o tomate da minha lista, fico pesquisando e quando vejo que caiu o valor, eu compro. Em casa, vivem três pessoas e gastamos no mínimo R$350 com a compra do mês”, disse.

Estiagem eleva o preço do tomate
Segundo o produtor Adalberto Vieira Freitas do interior de São Paulo, o problema não foi a falta de chuva, porque a lavoura é toda irrigada, mas o baixo nível dos reservatórios e a possibilidade de desabastecimento de água. Entre as verduras, coentro, alface e repolho subiram mais de 100% no mês passado. No caso do tomate, mesmo com a forte alta, o preço em torno de R$ 3,20 pelo quilo em fevereiro é menor que os R$ 4,00, em média, cobrados no atacado no mesmo período em 2013.
