Reforma do Parque das Hortênsias poderá levar até dois anos
Matheus Herbert, da Gazeta de S.Paulo
O Parque das Hortênsias, em Taboão da Serra, único zoológico da região, está em reforma desde o dia 11de março e a Prefeitura tem um prazo de dois anos para concluir todo o projeto. Em novembro de 2013, um leão e um casal de tigres morreram. Em janeiro deste ano, 55 ativistas protestaram em frente ao parque, reivindicando a saída de todos os bichos do Zoo.
Fora as polêmicas, os visitantes que frequentam o parque reparam as jaulas enferrujadas, a pintura antiga e os animais que já não têm mais aquele vigor. A reforma deve devolver ao parque a vitalidade e a admiração dos visitantes.

Em entrevista exclusiva à Gazeta de S.Paulo, o vice-prefeito Laércio Lopes ressaltou a importância do investimento e da reforma do parque. “Hoje não temos retorno financeiro nenhum com o parque afinal ele é gratuito e continuará sendo, apenas o sentimental das pessoas, muitos aqui cresceram indo ao parque. A reforma estava planejada já para o primeiro ano da nossa gestão, mas por motivos financeiros, não conseguimos realizar. O investimento estudado pela prefeitura é de R$ 1,5 milhão, mas não sabemos ainda quanto ficará, as coisas mudam”, declarou.
A Prefeitura de Taboão da Serra e o Ministério Público assinaram no dia 7 de fevereiro, um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para o início das obras de adequação do Parque. Na época, segundo o promotor, Luis Felipe Tegon, o cumprimento do Termo deixará o zoo municipal em dia com a legislação, já que o parque é antigo.
Um novo playground já foi instalado. Agora, a prefeitura aguarda a autorização do DEFAU (Departamento Estadual de Fauna), para iniciar as obras nas jaulas e nos recintos dos macacos e das aves. “Sem a autorização do departamento estadual, nada pode ser feito, e se torna algo ilegal. Nós não queremos fugir da legalidade, vamos fazer tudo no tempo certo, entendendo a burocracia”, afirmou o secretário.
Os macacos pregos, corujas e outras aves serão transferidos assim que autorizadas para a Mata Ciliar, em Jundiaí, mesmo local que a Leoa Helga irá ser levada nesta segunda-feira. “As jaulas e os recintos que esses animais serão reformados por completo, novas grades e suportes de ferro que foram corroídas pelo tempo serão recolocadas, uma sessão de quarentena será criada para quando o animal ficar doente poder repousar, novos pontos de fugas serão implantados, todo os tanques de água serão reformados e adaptados, fora as novas estruturas de espaço, que contará com muito mais árvores”, disse Laércio.
O vice-prefeito informou ainda que o parque tem o prazo de dois anos para concluir a reforma após o DeFau autorizar a documentação, que já foi enviada no dia 14 de abril e após o fim das obras, novos animais chegarão ao parque, mas agora todos serão apenas da fauna brasileira, como por exemplo, lobos guarás e jaguatiricas.
Transferência leoa Helga
A leoa Helga será transferida na manhã desta segunda-feira para a Mata Ciliar, em Jundiaí. A transferência terá a participação apenas de funcionários da mata ciliar e do parque das Hortênsias. A leoa de 14 anos ficará até o final das obras, e depois se possível, retornará para sua antiga casa. O tratador irá todos os dias para Jundiaí, para continuar acompanhando o felino. Hoje a jaula que a Helga ocupa será transformada em duas jaulas, uma delas poderá ser ocupada pelos lobos guarás.
Manifestações
No dia 11 de janeiro, 55 ativistas em defesa da causa animal, realizaram uma manifestação em frente ao parque. Os manifestantes queriam informações sobre as mortes dos animais que ocorreram ano passado, e exigiram na época que todos os animais, que ainda vivem no local, fossem transferidos. O grupo também reivindicou a autorização da prefeitura, para que eles fiscalizassem as obras.
