Professores realizam protesto durante evento no Cemur
Após anunciarem que vão entrar em greve a partir desta sexta-feira, dia 6, profissionais da rede municipal de educação de Taboão da Serra fizeram um novo protesto em frente ao Cemur, durante lançamento do livro “Copas do Mundo” na noite desta quarta-feira (4).
O evento, promovido pela secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia lançou o livro com produções dos alunos sobre o campeonato mundial. A publicação “Copas do Mundo: Uma história a ser contada”.

O grupo de manifestantes ficou do lado de fora do Cemur, gritando palavras de ordem e cobrando direitos trabalhistas, entre eles, reajuste salarial imediato de 40%. “O funcionalismo público de Taboão da Serra amarga o desprezo do governo municipal, baixos salários, completo desrespeito ao dissídio, falta de vale transporte, de plano de saúde, uma cesta básica com o vergonhoso valor de R$ 163, péssimas condições de trabalho”, informaram.
Para o prefeito Fernando Fernandes (PSDB), a presença dos manifestantes em uma “noite de congratulações, foi de uma infelicidade total”. Segundo Fernandes, aquele não era o momento nem local para o ato. “Acho que eles se diminuem perante os pais, que vieram aqui se congratular, festejar a produção cultural de seus filhos. Não era o momento de eles fazerem isso”, declarou.
Reivindicação
O prefeito Fernando Fernandes afirmou que tentou um acordo com a categoria durante reunião de negociação realizada na terça-feira, dia 27 de maio, mas os servidores não aceitaram as propostas do governo. “Esse grupo de professores, eu os atendi terça-feira da semana passada, ficou de se tirar uma comissão para estudar [as propostas]. Ao saírem do meu gabinete eles melaram todo o acordo, sem dar satisfação alguma. Disseram que não tinha valor o que foi discutido lá dentro. Então não tem mais o que discutir com eles”, comentou.
O prefeito declarou que iria analisar as propostas junto às secretarias pertinentes, além de assumir alguns compromissos. “Íamos assumir alguns compromissos, muita coisa não era nem questão de aumento, era questão de mudança do estatuto, como aceitar atestado quando eles acompanham um familiar ao médico, que eu acho até que é uma reivindicação justa, mas não teve acordo”, lamentou.
Fernandes classificou o movimento de político. “Vejo uma motivação política, porque quem está comando isso é o pessoal do PSOL e PSTU”, disparou. O grupo é formado por professores de educação infantil, auxiliares de desenvolvimento, auxiliares de classe, assistentes administrativos. O mandatário acredita que a adesão será pequena para a greve de sexta-feira-feira.
