Primeiro dia de greve dos professores tem adesão de 35 escolas
Nesta sexta-feira, dia 6, os profissionais da rede municipal de educação de Taboão da Serra iniciaram uma greve por tempo indeterminado. Há 17 anos sem reajuste, a categoria exige, entre outros direitos trabalhistas, reposição salarial imediata de 40%. O balanço parcial nesse primeiro dia, de acordo com o Comando de Greve foi “muito bom”, com a adesão de 35 escolas e um trabalhador da Usina.
Devido às chuvas, os grevistas suspenderam a caminhada até a prefeitura e se reuniram na sede da Apeoesp na região central da cidade. “Começamos esse primeiro dia de greve com uma manifestação na Usina, o setor operacional da prefeitura. Nossa intenção, além da participação dos setores da educação é envolver também os demais setores do funcionalismo”, explicou a professora Sandra Fortes, que também faz parte do Comando de Greve.

Neste sábado, dia 7, os grevistas irão panfletar em frente às escolas aonde acontecerão festas juninas, a intenção é informar a sociedade sobre a paralisação. Na segunda-feira (9), o Comando de Greve estará a partir das 6h30 da manhã, em frente à Usina, lá permanecerão até às 10h, depois seguirão em caminhada até a prefeitura.
A ideia do grupo é chamar para a greve todo o funcionalismo municipal. “A partir de hoje, nós vamos percorrer todas as unidades da prefeitura, no sentido de trazer o conjunto do funcionalismo, as demais categorias para essa greve, porque a pauta é comum, reajuste salarial de 40%, vale transporte e demais itens da pauta”, informou Sandra.
Negociação com a prefeitura
No dia 27 de maio, uma comissão foi recebida pelo prefeito Fernando Fernandes, e de acordo com o governo, após um acordo firmado, a comissão voltou atrás e cancelou. O Comando de Greve, em entrevista ao Portal O Taboanense, falou sobre a reunião, “a comissão que estava lá não tinha autorização para fechar nada, isso foi explicado”.
Segundo Sandra Fortes, o prefeito informou que não seria possível atender todas as reivindicações da categoria, como vale transporte e aumento da cesta básica, porque a lei eleitoral proibia, e agendou uma reunião para o dia 24.
A categoria recusou a data da reunião por acreditar ser um prazo muito longo e analisou que “por não se tratar de eleição municipal, o prefeito poderia sim conceder os benefícios”.
“Não houve quebra de acordo, houve uma imposição da data pelo prefeito. Já se passaram duas datas base, o prefeito tem a obrigação como patrão de nos apresentar um índice, responder nossa pauta e atender nossas reivindicações”, declarou Sandra.
Sobre as declarações de Fernandes, de que o “movimento é político”, a professora Sandra disse que ”o movimento é composto por diferentes partidos, a única motivação, e a principal é a pauta de reivindicações”.
