Servidores realizam hoje nova manifestação no Pirajuçara
Servidores públicos municipais fazem nova manifestação nesta quarta-feira, dia 18, a partir das 10h, desta vez na estrada Kizaemon Takeuti, no Pirajuçara. A antiga praça Luiz Gonzaga será o ponto de concentração do grupo.
Há 11 dias em greve, o funcionalismo de Taboão da Serra exige reajuste salarial imediato de 40%, vale transporte, aumento da cesta básica, convênio médico, revisão do estatuto do magistério, devolução do quinquênio e sexta parte retirados em 2010, licença para acompanhamento de terceiros (filhos menores e idosos), transformação das ADIs em PDIs (professoras de desenvolvimento infantil), redução da jornada das ADEs e Auxiliares de Classe para 6h sem redução salarial, entre outros benefícios.

Os grevistas querem a reabertura das negociações com o governo, que afirmou em nota, que só irá conversar com a comissão de negociação no dia 24. O prefeito Fernando Fernandes (PSDB) chegou a receber os manifestantes no dia 27 de maio, mas não houve acordo. Para atender as demandas propostas, o prefeito alegou que era preciso rever o estatuto do magistério e que algumas reivindicações dos servidores não podiam ser atendidas devido ao período eleitoral. A comissão de negociação não aceitou a justificativa, e em assembleia, o grupo decidiu manter a paralisação.
“Queremos que o prefeito negocie a nossa pauta de reivindicações, para que os serviços da cidade sejam reestabelecidos. Qiueremos respeito e nosos direitos”, disse o comando de greve.
Na última segunda-feira, dia 16, os grevistas bloquearam de forma parcial a rodovia Régis Bittencourt em protesto, o grupo caminhou desde a entrada da cidade até a praça Nicola Vivilechio, no Centro. “Não podemos desistir da nossa luta agora, temos que continuar até que o prefeito nos atenda”, declarou o comando.
Apesar de contar em média com 150 a 200 pessoas durante as manifestações, os grevistas garantem que o número de servidores parados “é bem maior”, de acordo com eles, muitos não comparecem às caminhadas “porque estão sofrendo assedio moral”. “Temos muitas denúncias de assédio moral e intimidações relatadas pelos grevistas”, afirmam.
Segundo o comando de greve aderiam à paralisação de forma integral ou parcial, até o momento, funcionários dos setores da educação, da Usina, da Zoonoses, do Parque das Hortênsias, assistentes socias e psicólogos.
