Em greve há 13 dias, servidores públicos realizam caminhada no Pirajuçara
Nesta quarta-feira, dia 18, o funcionalismo público de Taboão da Serra, em greve há 13 dias, realizou uma caminhada na região do Pirajuçara por reajuste salarial. O movimento busca estender a adesão a todos os setores da prefeitura, chamando os servidores para uma grande paralisação no dia 24, data que o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) estipulou para atender a comissão de negociação.
Na próxima terça-feira, os grevistas vão se concentrar no Largo do Taboão e seguirão em caminhada até a prefeitura, a partir das 7h. “Nós fazemos um apelo aos trabalhadores, venham para a rua dia 24. Dia 24 é dia de negociação, é quando o [prefeito] Fernando Fernandes vai falar com a comissão e teremos a oportunidade de apresentar nossa pauta. Nossa luta é por valorização profissional”, disse o comando de greve.

Fernandes recebeu os manifestantes no dia 27 de maio, mas não houve acordo. Para atender as demandas propostas, o prefeito alegou que era preciso rever o estatuto do magistério e que algumas reivindicações dos servidores não podiam ser atendidas devido ao período eleitoral. A comissão de negociação não aceitou a justificativa, e em assembleia, o grupo decidiu manter a paralisação.
As principais reivindicações são: reajuste salarial imediato de 40%, vale transporte, aumento da cesta básica, convênio médico, revisão do estatuto do magistério, devolução do quinquênio e sexta parte retirados em 2010, licença para acompanhamento de terceiros (filhos menores e idosos), transformação das ADIs em PDIs (professoras de desenvolvimento infantil), redução da jornada das ADEs e Auxiliares de Classe para 6h sem redução salarial, entre outros benefícios.
Durante a caminhada no Pirajuçara, os grevistas passaram em alguns equipamentos públicos na tentativa de conseguir novas adesões. E também “informar a sociedade sobre a atual situação do funcionalismo público de Taboão da Serra”. Uma carta aberta foi entregue à população que passava pelos manifestantes.
“Eu apoio a greve dos funcionários da prefeitura. Ficar 18 anos sem aumento é um absurdo. Nossos governantes precisam respeitar esse pessoal. Contem com meu apoio, principalmente os professores”, disse a dona de casa Maria Cristina Rocha, moradora da Vila Carmelina.
Segundo o comando de greve aderiam à paralisação de forma integral ou parcial, até o momento, funcionários dos setores da educação, da Usina, da Zoonoses, do Parque das Hortênsias, CRAS, CREAS e Centro POP.
