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Câmara aprova abono salarial para parte do funcionalismo

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Redação

25/06/2014 00:00
Câmara aprova abono salarial para parte do funcionalismo

A Câmara de Taboão da Serra voltou na noite desta terça-feira, dia 24, em regime de urgência, projeto do Executivo de concessão de abono salarial de até R$ 200 para algumas categorias o funcionalismo público municipal. Na pauta constavam outras matérias, mas os parlamentares preferiram priorizar a questão salarial dos servidores. Em greve há 19 dias, um grupo de servidores acompanhou a votação.  

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O projeto causou polêmica entre a oposição e a base governista.  Os vereadores Moreira (PT) e Luiz Lune (PCdoB) votaram contra o abono. De acordo com eles “o abono, nesse valor, é uma esmola”. O petista disse que votaria a favor “caso fosse reajuste salarial e não abono esmola”, declarou Moreira.

Sessão marcada por polêmicas terminou na madrugada desta quarta-feira em Taboão | Divulgação

O presidente da Câmara Municipal, Eduardo Nóbrega, defendeu o projeto enviado pelo prefeito Fernando Fernandes e disse que o abono é apenas uma das medidas que estão sendo tomadas para beneficiar o funcionalismo. “O abono não significa o fim das negociações com o governo, existem outras reivindicações que estão na pauta para serem negociadas”.

Nóbrega disse ainda que a Câmara Municipal está disposta a criar comissões temáticas para aprofundar a discussão sobre o funcionalismo. “Sabemos que os salários estão defasados, mas não podemos passar por cima da questão orçamentária, quem promete qualquer coisa sem essa avaliação é irresponsável”.

A grande maioria dos servidores em greve que compareceram na Câmara Municipal era contra o abono. “Somos contra porque esse valor não incide no 13º, nas férias e principalmente na aposentadoria, que é a hora que mais precisamos”, disse Ademir Segura, presidente do sindicato dos professores de Taboão da Serra e região.

Lune também criticou o valor do abono. “Votei contra. Votar a favor do abono é ir contra o direito de greve, é ir contra vocês. Chega de enganação”, disparou.  A bancada de oposição apresentou uma emenda ao projeto, para aumentar o valor do abono para R$ 380, estendido para todo o funcionalismo, mas a proposta não chegou a ser votada, foi vetada pelas comissões.

como votou seu vereador

O vereador Moreira disse que o abono não irá beneficiar a grande maioria do funcionalismo. “Vendo o projeto acredito que 95% dos funcionários municipais não irão receber o abono, defendo que seja estendido para todos e que seja incorporado esse benefício”.

Segundo Sandra Fortes, do comando de greve, os funcionários irão realizar nesta quarta-feira, dia 25, uma nova assembleia para decidir se mantém a paralisação. Os grevistas exigem a abertura imediata de negociação, mas o prefeito Fernando Fernandes não determinou uma data para que seja marcada uma nova reunião.

 

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