Fernandes rebate críticas e afirma: Aprígio não sabe o que diz
O prefeito Fernando Fernandes rebateu as críticas feitas pelo ex-vereador Aprígio, seu provável adversário político em 2016, quando disputará a sua reeleição. Maior nome da oposição, Aprígio deu sua primeira entrevista em mais de um ano de silêncio e usou quase uma hora de conversa com os jornalistas para tecer críticas a gestão da saúde em Taboão da Serra.

Fernandes recebeu a reportagem do Portal O Taboanense na tarde da última quarta-feira. Em uma rápida entrevista o prefeito rebateu as críticas, afirmou que Aprígio “não sabe o que diz” e que acredita que a oposição está tentando antecipar as eleições ao criar “factoides”, além de tentar politizar a questão da saúde pública.
A seguir, a entrevista:
Sr. prefeito, na última segunda-feira o ex-vereador Aprígio fez duras críticas ao seu governo e a gestão da saúde em Taboão da Serra. O que o Sr. achou da entrevista dele?
Em primeiro lugar quero dizer que o ex-vereador, ex-candidato a prefeito e ex-candidato a deputado federal, e provavelmente candidato a prefeito, novamente, na próxima eleição, isso tudo contrariando o pensamento da mulher dele, que vai na Câmara e diz que o Aprígio não pode ser interprelado como político, foi muito infeliz em suas palavras.
Primeiro porque quando ele foi vereador, durante os dois mandatos do Evilásio, ele participou de tudo o que aconteceu na cidade, principalmente em relação a saúde do município, inclusive o escândalo da Iacta, que foi alvo de uma CPI na Câmara Municipal.
O Aprígio, como vereador durante oito anos, nunca fez um pronunciamento na Câmara falando a respeito da saúde naquela época. O meu governo herdou uma saúde destroçada, sem médicos, e nós estamos investindo para recuperar, reconstruir a saúde da cidade.
O Sr. concorda com as críticas que foram feitas, principalmente contra a SPDM?
Eu gostaria de relembrá-lo de uma entrevista que ele deu a você [aponta para o repórter] no mesmo Portal O Taboanense, quando ele disse que naquela época [administração Evilásio] a saúde estava ruim, reconhecia isso, porque 40% das pessoas que eram atendidas em Taboão eram de outros municípios. Então, pra ele, hoje a situação mudou? Não, nossa saúde continua a atender moradores de outras cidades. O Aprígio não sabe o que diz, ele não sabe nada de saúde, aliás, na [área da] saúde ele nunca passou perto.
Naquela entrevista dada ao Portal, ele havia dito que ‘iria analisar o contrato da Iacta e se fosse bom para a prefeitura ele continuaria, se não fosse, ele cancelaria’. Então, depois de todos os escândalos que tinha acontecido ele ainda admitia a hipótese de manter a Iacta no município. Ele aventava a hipótese de manter a Iacta. E isso já tinha virado caso de polícia, eles [Iacta] hoje já estão condenados.
Outra coisa, veja só, nessa entrevista ele disse que iria construir prédios para diminuir o défict habitacional da cidade. Você não diminui o défict habitacional construindo prédios em áreas como o [Jd.] Maria Rosa, inclusive da cooperativa dele. Você diminui esse déficit com programas habitacionais que atenda pessoas de baixa renda. Então, nem na área que ele deveria dominar o assunto, ele consegue ter uma visão lúcida do que devia ser feito.
Prefeito, o Sr. não acha que ele, como oposição, tem o direito fazer essas críticas ao seu governo?
Ele não é a pessoa mais adequada para fazer qualquer tipo de crítica. Ele deveria reavaliar a passagem dele pela política, o que ele fez pela cidade? Nada. Ele não é a pessoa mais adequada para fazer nenhuma crítica. Me desculpe, mas ele querer ser o grande defensor da ética, da moral, defendendo o governo [Evilásio] que ele defendeu, as posições que ele defendeu, não pode hoje estar querendo empunhar a bandeira da moralidade, até porque saúde é um tema que ele desconhece completamente.
Uma das críticas feitas por ele foi em relação ao fechamento do PS Akira Tada, essa é uma crítica recorrente da oposição…
O antigo PS do Akira Tada foi projetado para os anos 80, não tinha a mínima condição de atender mais ninguém ali. A nova UPA, que nós construímos em tempo recorde, atende mais de 14 mil pacientes por mês. Isso seria impossível no antigo Akira Tada. E no prédio onde funcionava o PS nós vamos implantar um novo centro de especialidades, porque ele nem imagina, mas esse é um dos nossos principais gargalos. Ele [Aprígio] passa longe de ser um bom conselheiro para a saúde.
O Aprígio, durante a coletiva, defendeu o fim da terceirização nos Prontos Socorros da cidade, hoje seria possível a prefeitura contratar médicos através de concurso para preencher essas vagas?
Primeiro que ele não deve acreditar no que fala, eu acabei de relembrar a entrevista que ele deu para você. Eu acho que ele esquece o que fala. Porque ele falou que se o contrato da Iacta fosse bom, ele continuaria. E hoje é quase que impossível manter um serviço desse tamanho sem um parceiro. E nós contratamos a SPDM, que é ligada a Escola Paulista de Medicina, uma das maiores instituições do país na área de saúde.
Nós temos problemas? Claro que temos, mas estamos trabalhando para melhorar isso. Esse não é um problema só nosso, é do Brasil inteiro. Hoje é um dos temas mais abordados por todos os jornais. A diferença é que nós estamos trabalhando para mudar, para melhorar. Estamos fazendo os investimentos acima das nossas possibilidades, quase 33% do nosso orçamento.
Atendemos quase 850 mil pessoas no ano passado em todas as nossas unidades de saúde, é como se a população de Taboão da Serra passasse, toda ela, três vezes pelo sistema de saúde. Então é pouco esse atendimento? Não é. Sei que não está bom, mas estamos trabalhando para melhorar o que o governo do Evilásio, onde o Aprígio foi parte integrante, deixou destruído na nossa cidade.
Outra crítica recorrente é a falta de médicos no Antena e até na UPA. O Aprígio chegou a afirmar que deveriam ter 320 médicos…
[Interrompe o repórter] Ele nem entende do contrato, isso é alguém que está soprando coisa na orelha dele.Ele disse que tem o contrato nas mãos? Então não soube ler, ele não tem preparo para entender o que está no contrato, essa é a verdade.
Existe um número mínimo de médicos pelo contrato?
Quando se faz um contrato tem que ter um teto, um número que se pode chegar, uma meta. E é só ele ver o que é pago, é só ver que o que é pago é exatamente por aquilo que está sendo prestado. O que não aconteceu no governo dele. Porque agora ele fala do governo do Evilásio como se não tivesse participado do governo.
O que foi pago naquela época, e isso é muito grave, é que eles pagavam por serviços que não eram prestados. Hoje só é pago aquilo que é efetuado, prestado. E no governo dele, governo dele sim, porque ele se refere ao Evilásio como uma pessoa estranha, mas não é, é governo dele sim. Sempre teve relações estreitíssimas como o Evilásio e foi, inclusive, candidato do Evilásio, a máquina trabalhou para ele.
Prefeito, na coletiva o Aprígio deu “nota zero” para a sua administração na área da saúde, que nota o Sr. dá para a carreira, para a história política dele?
Não tem nota, para dar nota tem que ter feito algo, ter contribuído, mas ele não fez nada pela nossa cidade, não tem como dar nota para ele.
