Com greve dos garis, lixo se acumula nas ruas de Taboão
Após duas semanas sem os serviços dos garis, várias ruas e avenidas de Taboão da Serra, estão em situação crítica. “A gente anda pelas ruas da cidade e se assusta com a quantidade de lixo. Passamos mal por causa do mau cheiro, das moscas, baratas e ratos, a cidade está um nojo”, comentou Cláudia Lins, Jd. Trianon.
A prefeitura de Taboão da Serra e a Cavo, acusam o Siemaco de desrespeitar a liminar obtida pelo Selur (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo), que garante operação com efetivo mínimo de 70% dos trabalhadores de coleta domiciliar e varrição, "o que vem prejudicando ainda mais a população do município". O Siemaco desmente essa informação.

A Prefeitura “solicitou um plano emergencial para atender à população e amenizar os transtornos no município”, mas não está sendo suficiente. Em alguns bairros a população, revoltada, está queimando os lixos, como aconteceu no início da noite deste domingo, dia 5, no Parque Pinheiros/CSU, na avenida Benedito Cesário de Oliveira, em outros, o lixo se acumula pelas calçadas e esquinas.
“A cidade parece um lixão e uma fossa a céu aberto, são montanhas de lixo. Entendo a reivindicação dos trabalhadores, mas nós não merecemos uma cidade lixão”, reclama dona Josefina Rodrigues, Pq. Pinheiros.
Em greve há 14 dias, os trabalhadores da coleta de lixo e varrição de Taboão da Serra terão uma nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), nesta segunda-feira, dia 6, às 14h30. A categoria exige reajuste de 11,73% sobre os salários e benefícios, a empresa responsável por prestar os serviços no município, a Cavo Serviços e Saneamento S/A ofereceu 8,5%.
