Prefeitura está em dia com pagamentos, afirma Cavo
A Cavo, empresa responsável pela coleta de lixo em Taboão da Serra, informou nesta quarta-feira, dia 8, que a greve dos empregados da limpeza urbana não tem relação com nenhuma dívida da prefeitura com a empresa. O prefeito Fernando Fernandes desmentiu também os boatos que a prefeitura não estaria com os pagamentos em dia com a empresa.
• Veja nota oficial enviada pela empresa Cavo sobre a greve na cidade
Por telefone, Fernandes disse que existe um movimento político de oposição que tenta disseminar mentiras sobre a greve dos garis e coletores de lixo. “Disseram que a prefeitura está seis meses sem pagar a empresa Cavo, responsável pela limpeza urbana. Isso é uma mentira, nós estamos com o pagamento em dia. A greve acontece em outras 120 cidades, não é um problema apenas de Taboão”, afirmou.

O prefeito ainda disse que a prefeitura vem realizando um plano emergencial e recolheu, nos últimos 10 dias, mais de 650 toneladas de lixo. “Estamos fazendo o possível para minimizar os efeitos da greve, porém nossas equipes não conseguem dar vazão a enorme quantidade de lixo que é produzida todos os dias. Existe uma determinação do Tribunal Regional do Trabalho que pelo menos 70% dos funcionários façam a coleta, isso terá já um reflexo positivos nesta semana”, garantiu.
Em um e-mail enviado ao Portal O Taboanense, a empresa também afirma que a greve não tem nenhuma relação com os pagamentos da prefeitura. “[A Cavo] esclarece que não existem pendências financeiras que justifiquem qualquer paralisação de serviços por parte da CAVO à Prefeitura Municipal de Taboão da Serra”.
Na nota, a empresa explicou a situação da greve. “A Cavo reitera, mais uma vez, que as negociações com os empregados de limpeza urbana vêm sendo conduzidas pelos sindicatos patronal (Selur) e dos trabalhadores (Femaco), o que descarta negociações individuais entre empresas e sindicatos”
A empresa também informou que no dia 6 foi realizada a terceira audiência entre as partes, que não chegaram a uma conciliação. “A federação que representa os trabalhadores (Femaco) rejeitou mais uma vez a proposta oferecida pelo Selur de reajuste de 8,5% sobre salários e benefícios, se mostrando intransigente à negociação. As empresas representadas pelo Selur, a exemplo da Cavo, aguardam julgamento do caso pelo Tribunal Regional do Trabalho para que a situação seja solucionada o mais breve possível”.
