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Em greve, professores pedem apoio de vereadores de Embu

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Redação

09/04/2015 00:00
Em greve, professores pedem apoio de vereadores de Embu

Os professores da rede estadual de educação de Embu das Artes continuam em greve e nesta quarta-feira, dia 8, uma comissão foi até a Câmara Municipal pedir apoio dos vereadores. Após o término da sessão, professor Toninho, um líderes do movimento na região, usou a tribuna para falar das reivindicações da categoria.

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Toninho disse que a greve dos professores não mexe com a economia, “no máximo mexe com os pais dos alunos que ficam sem aula, mas a sociedade muitas vezes é insensível a causa dos professores”, reclamou.  

Professor Toninho levou diversas reivindicações do movimento para os vereadores de Embu | Eduardo Toledo

Sobre as reivindicações da categoria, Toninho disse que o movimento tem objetivos claros. “Estamos em greve por questões salariais e pedagógicas. Se fossemos usar o índice do Dieese, deveríamos ganhar 75% a mais. Temos mais de 20 mil professores desempregados, existem salas de aulas fechadas. Essa é uma situação que não pode continuar”.

Toninho afirmou também que as questões pedagógicas precisam ser revistas, entre elas a que garante um terço da jornada voltada para a preparação das aulas. “Essa medida não é cumprida, é uma situação muito grave. Nós estamos falando da educação da próxima geração”.

O professor ainda criticou a postura do Governo Alckmin em relação a educação. “Alguns vereadores falaram que o governador é muito bom. Ele pode ser bom, mas será melhor ainda se olhar para a educação”, ironizou.

Durante a sessão, a Câmara Municipal de Embu das Artes aprovou, pro unanimidade, uma monção de apoio a greve dos professores, de autoria do vereador Doda.

Polêmica

Após usar a palavra, Toninho passou o microfone para outro professor, que se identificou apenas como Ronaldo. Ele criticou o vereador Luiz do Depósito que disse ser contra a greve. A declaração gerou um mal estar entre os vereadores, já que a sessão já havia terminado e que não haveria réplica do parlamentar.

O presidente da Casa, Ney Santos, que havia aberto o microfone de forma democrática, pediu, após as críticas, que não houvesse nenhuma manifestação contra o parlamento. O professor deixou a tribuna reclamando de “censura”.

 

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