Home

A antecipação da campanha e os reflexos na política de Taboão

3 min de leitura
Foto do autor

Redação

15/04/2015 00:00
A antecipação da campanha e os reflexos na política de Taboão

A sessão desta terça-feira, dia 14, foi, sem dúvida, icônica em termos políticos para a reeleição do prefeito Fernando Fernandes. Pela primeira vez em quase dois anos a base governista se mostrou aliada, afinada e unida, adjetivos que sempre geraram desconfiança no grupo de 10 vereadores que apoiam Fernandes.

Publicidade
Publicidade

Diante de uma campanha oposicionista que visa “sangrar” a imagem do governo, Fernandes mostrou força, exigiu comprometimento dos seus aliados e deixou claro que irá revidar, em um tom acima, qualquer ataque contra sua administração. E nesta terça, os vereadores que compõem sua base, todos eles, subiram na tribuna para marcar terreno e não pouparam o principal nome da oposição: o ex-vereador Aprígio, virtual candidato a prefeitura em 2016.

Cido, Lune e Onishi: política de Taboão da Serra ferve em meio a briga política | Rose Santana

As últimas ações da oposição contra Fernandes decretaram o início antecipadíssimo da campanha eleitoral, o que cheira sempre mal. O desgaste, de ambas as partes, será inevitável. Pedidos de afastamento (rejeitados prontamente na Câmara), jornais dirigidos (caso do Reaja Taboão) e até uma coletiva surpresa de Aprígio foram o suficiente para colocar a reeleição do prefeito em pauta, pelo menos um ano antes do previsto.

A retórica que a base governista se dividia em duas, entre os eleitos com Fernandes e os “abduzidos” pela administração foi por água abaixo. Ronaldo Onishi foi o mais veemente nas suas palavras e não deixou dúvidas de que lado está. O vereador Marcos Paulo, mais contido, mas também direto, vestiu o manto do Governo e Érica Franquini, do seu jeito, colocou um ponto final em qualquer dúvida de que lado escolheu para ficar.

O plenário, lotado de funcionários de livre nomeação, impediu qualquer tipo de debate mais sensato. Mas foi ali, nos balcões do Legislativo, tomados pela claque governista, que se desenhou o tom da campanha antecipada que Taboão da Serra irá vivenciar daqui até outubro de 2016: uma batalha sem tréguas.

Eduardo Nóbrega, líder do governo, ainda tentou buscar um consenso, um pedido de paz perdido no meio de uma guerra que irá deixar pelo caminho dezenas de mortos e feridos (politicamente falando, por favor!). Mas diante de tanta intolerância e de uma enxurrada de acusações que vêm por aí, seu desejo soa quase ingênuo.

O caldeirão político ferve. E ferve na Câmara, nos corredores da prefeitura, nas salas da Cooperativa Vida Nova e nos botecos sujos da cidade. Não se fala em outra coisa, a briga pela reeleição está viva, pulsando no dia a dia de Taboão da Serra. Muito antes do que deveria e suas consequências são imprevisíveis, mas, escrevam aí, coisa boa não deverá surgir desse bololô todo.

Como cravou Napoleão, “em política é preciso curar os males e nunca vingá-los”. Nunca esteve tão atual o pensamento do imperador francês.

 

Publicidade
Publicidade