Prefeitura muda projeto de canalização do córrego Poá
Os moradores da Vila Santa Luzia e do Largo do Taboão aguardam ansiosos o final das obras de canalização do Córrego Poá. No mês passado, a região central sofreu uma das maiores enchentes da última década e mais de 100 casas foram atingidas. O secretário de obras, Rogério Balzano, afirmou que a prefeitura mudou o projeto inicial e aguarda a liberação da Caixa Econômica Federal para que as obras sejam finalizadas.
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A principal mudança acontecerá no trecho que vai da Escola Estadual Domingos Mignoni, no Pq. Santos Dumont, até o encontro do Poá com o córrego Pirajuçara. Nesse trecho será feito um canal auxiliar que receberá o excesso de água nos dias de chuva muito forte. “Quando o canal principal do Poá chegar no seu limite, a água irá para esse canal de reforço”, explicou Balzano.

Segundo o secretário, a canalização auxiliar irá receber toda a água da drenagem do Centro e das ruas do entorno. “A canalização principal recebe toda água que vem do córrego Poá. Isso facilita o escoamento do centro, evitando novas inundações”. De acordo com Balzano, o córrego Poá terá três pontos diferentes de desemboque no Pirajuçara para dividir o volume de água.
“A prefeitura não está parada, está trabalhando. Tem alguns entraves, mas estamos trabalhando para a liberação dessa obra do córrego Poá. Todo o processo já foi feito, estamos esperando a liberação da Caixa para a liberação da obra. A obra física ficou parada, porque tivemos que ir atrás da Petrobrás, da Comgás e da Sabesp para continuar com a canalização”, justifica.
Balzano aponta um erro no projeto inicial como um dos motivos para a mudança na obra. “O projeto inicial chegava com um desnível de desemboque no Pirajuçara de menos 80 centímetros, ou seja, ia chegar com 80 centímetros abaixo do Pirajuçara, o que iria causar maior refluxo, dificultando ainda mais o escoamento. Identificado esse problema no projeto anterior, fizemos um novo estudo, criando uma canalização auxiliar a canalização já existente”.
A obra é financiada pela Caixa e toda alteração no projeto tem que passar pela autorização deles. “Como a administração passada não tinha pedido as licenças da Petrobrás, da Comgás, da Eletropaulo, nós também tivemos que fazer tudo isso. Tivemos também que mostrar que aquele [anterior] projeto era hidraulicamente pior do que esse novo que nós propusemos. Então estão aguardando a autorização para dar continuidade na obra”.
Desapropriações
Com o novo projeto, Balzano afirma que o número de imóveis que serão desapropriadas para a realização da obra será bem menor. “No projeto anterior previa um alargamento do canal que seria preciso desapropriar propriedades dos dois lados do córrego. Com essa mudança vamos desapropriar apenas do lado direito, cerca de três metros. É mais fácil desapropriar e fica bem mais barato para a prefeitura”.
O secretário mostrou as mudanças no projeto de canalização do córrego Poá na audiência pública realizada pela Câmara Municipal, que estão aguardando a desapropriação de imóveis e a autorização da Caixa Econômica Federal referente as alterações no projeto original. “Fizemos essas mudanças por questões técnicas”, disse.
De acordo com Balzano, o projeto original previa apenas o alargamento do leito do córrego com desapropriação de residências nas duas margens. “Optamos por fazer um novo canal ao lado do córrego, desapropriando apenas as casas do lado direito do rio, assim ganhamos uma área inundável nos dias em que a chuva vem fora da normalidade, como aconteceu há cerca de 20 dias”, disse.
