Home Taboão da Serra

Taboão da Serra e Cotia acompanham alta de 62,89% nas vendas de imóveis na região, aponta CRECISP

5 min de leitura
Foto do autor

Redação

20/08/2026 16:22
Formula Group / O Taboanense
Formula Group / O Taboanense

Taboão da Serra e Cotia estão entre os municípios analisados pelo CRECISP que registraram, em julho, um cenário de forte recuperação nas vendas de imóveis residenciais usados na região de Osasco. O levantamento aponta alta de 62,89% nas negociações em relação a junho, enquanto as locações recuaram 17,37% no mesmo período.

Publicidade
Publicidade

A pesquisa abrange 15 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, entre eles Osasco, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Os números mostram dois movimentos distintos no mercado imobiliário. Enquanto a compra de imóveis ganhou força depois de uma queda de 23,57% em junho, o setor de aluguel perdeu ritmo após uma alta de 2,58% registrada no mês anterior.

O levantamento reúne informações fornecidas por corretores e imobiliárias que atuam nas cidades pesquisadas. Os dados são regionais e, portanto, não permitem atribuir os percentuais exclusivamente a Taboão da Serra.

Apartamentos dominam as vendas

Os apartamentos responderam por 62% das vendas realizadas em julho, contra 38% de casas. Entre as unidades verticais negociadas, os imóveis de dois dormitórios foram disparados os mais procurados, representando 81,8% das vendas.

Também chamou atenção o tamanho dos imóveis. Apartamentos de até 50 metros quadrados concentraram 63,6% das negociações, enquanto unidades entre 51 e 100 metros quadrados responderam por 27,3%.

O perfil indica uma procura concentrada em imóveis compactos e de médio porte, que costumam atender compradores em busca de praticidade, localização e preços mais compatíveis com o orçamento.

Entre as casas, os imóveis de dois dormitórios também lideraram, com 50% das vendas. Casas de três dormitórios responderam por 25%, enquanto aquelas com quatro ou cinco dormitórios somaram os demais negócios.

Imóveis acima de R$ 500 mil têm participação relevante

A faixa de preço acima de R$ 501 mil concentrou 34,2% das vendas. Na sequência, apareceram imóveis entre R$ 251 mil e R$ 300 mil, com 23,7%.

Também tiveram participação significativa as faixas entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, com 10,5%, e entre R$ 151 mil e R$ 200 mil, com 7,9%.

A distribuição mostra um mercado com diferentes perfis de compradores, desde consumidores interessados em imóveis mais acessíveis até negociações envolvendo propriedades de maior valor.

A localização também apresentou distribuição relativamente equilibrada. As regiões central e nobre responderam, cada uma, por 32,5% das vendas, enquanto as demais áreas concentraram 35%.

Financiamento da Caixa lidera

O financiamento pela Caixa Econômica Federal foi a principal modalidade individual de pagamento, responsável por 35,8% das compras.

As negociações diretamente com o proprietário representaram 32,1%, enquanto as compras à vista ficaram em 27,2%. Outros bancos responderam por 4,9%. Não houve registro de compras por consórcio.

Outro dado relevante foi a negociação do preço. Em 47,4% das vendas, o imóvel foi comercializado pelo mesmo valor anunciado. Em 23,7% dos casos houve desconto de até 5%, e em 28,9%, redução entre 6% e 10%.

Mercado de aluguel recua 17,37%

Se a compra ganhou força, o aluguel seguiu caminho oposto. As locações de imóveis residenciais usados caíram 17,37% em julho.

As casas representaram 59% dos contratos, contra 41% de apartamentos. Entre as casas alugadas, os imóveis de dois dormitórios foram maioria, com 43,3% dos contratos.

Nos apartamentos, a preferência também ficou concentrada em unidades de dois dormitórios, que responderam por 52,9% das locações.

Em relação à metragem, os apartamentos entre 51 e 100 metros quadrados tiveram a maior participação, com 52,9% dos contratos. Entre as casas, imóveis de até 50 metros quadrados representaram 35,5% das locações, seguidos pelas unidades entre 51 e 100 metros quadrados, com 32,3%.

Inquilinos buscam aluguel mais barato

O levantamento mostra ainda uma mudança importante no comportamento de quem trocou de imóvel.

Entre os contratos pesquisados, 60% das mudanças ocorreram para imóveis com aluguel mais barato. Outros 23,3% foram para propriedades mais caras, enquanto 16,7% dos entrevistados não informaram o motivo.

O dado reforça a influência do orçamento familiar na decisão de mudança e indica uma procura maior por redução dos custos mensais de moradia.

A faixa entre R$ 2.001 e R$ 3.000 concentrou 38,1% dos contratos de locação. Aluguéis entre R$ 1.001 e R$ 1.500 representaram 21,4%, enquanto imóveis de até R$ 1.000 responderam por 19%.

Caução é principal garantia

O depósito caução foi a principal modalidade de garantia utilizada nos contratos, com 50,9% das locações.

O seguro fiança respondeu por 14,5%, enquanto o título de capitalização ficou em 10,9%. Outras formas de garantia representaram 16,4% e o fiador, 7,3%.

Na distribuição por localização, as regiões central e nobre responderam, cada uma, por 26% dos contratos. As demais regiões concentraram 48% das locações.

Outro indicador mostra que 68,8% dos imóveis foram alugados pelo mesmo preço anunciado. Em 22,9% dos contratos houve desconto de até 5%.

Cenário exige atenção de compradores, proprietários e inquilinos

Os dados de julho mostram um mercado regional dividido entre uma forte retomada das vendas e uma retração no segmento de locação.

Para quem pretende comprar, a variedade de preços e perfis de imóveis amplia as possibilidades, mas a análise de custos, localização, documentação e condições de financiamento continua sendo decisiva.

No aluguel, a procura por imóveis mais baratos e a concentração em unidades de dois dormitórios indicam maior sensibilidade dos consumidores ao valor mensal da moradia.

Em Taboão da Serra, assim como nas demais cidades incluídas na pesquisa regional, fatores como acesso ao transporte, proximidade de serviços, oferta de empregos, infraestrutura dos bairros e preço dos imóveis continuam influenciando as decisões de compra e locação.

TAGS

Notícias relacionadas

Publicidade
Publicidade