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Homem preso após se passar por juiz já foi candidato a prefeito de Juquitiba e declarou fortuna de R$ 91,6 milhões

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Redação

02/09/2026 14:00
Reprodução | G1
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O homem preso em São Bernardo do Campo após se passar por juiz de Direito já teve uma passagem pela política eleitoral em Juquitiba. Selmo dos Santos Pereira disputou a Prefeitura da cidade em 2012 e, antes disso, declarou ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) um patrimônio de R$ 91,6 milhões — valor que o colocou entre os maiores declarados por candidatos a deputado federal naquele ano.

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A prisão ocorreu na noite de segunda-feira (31), durante uma abordagem da Polícia Militar. Selmo apresentou um documento com sinais de adulteração e afirmou ser juiz da 3ª Vara Criminal de Santo André.

A história começou a ruir durante a própria abordagem. Segundo o registro policial, uma mulher que passava pelo local reconheceu Selmo e informou aos policiais que ele seria estudante de Direito, e não professor da instituição onde dizia dar aulas.

O homem foi levado ao distrito policial. A identificação por impressões digitais confirmou que se tratava de Selmo dos Santos Pereira.

Passagem pela política

Em 2012, Selmo concorreu à Prefeitura de Juquitiba pelo então Partido Republicano Progressista (PRP). Recebeu apenas 44 votos e declarou patrimônio de R$ 2,2 milhões.

Dois anos antes, tentou disputar uma vaga de deputado federal pelo antigo DEM, atual União Brasil. A candidatura, porém, foi alvo de pedido de impugnação da Procuradoria Eleitoral de São Paulo.

Na época, Selmo estava preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros e já havia sido condenado por envolvimento em caso de estelionato.

Foi naquela eleição que chamou atenção o patrimônio declarado ao TRE-SP: R$ 91,6 milhões. Entre os bens informados estava uma instituição de ensino que ele dizia possuir e que teria valor de R$ 80 milhões.

A instituição, porém, não tinha registro no Ministério da Educação. O endereço informado ficava em um imóvel simples na Zona Leste de São Paulo, onde Selmo morava naquele período.

Ele também se apresentava como profissional da advocacia, embora não tivesse registro como advogado na OAB de São Paulo. Em outro processo, chegou a ser condenado a pagar R$ 50 mil a uma cliente que havia contratado seus serviços por R$ 30 mil.

Prisão no ABC

Na ocorrência registrada pela polícia, Selmo teria apresentado uma identidade em nome de Jarbas Luiz dos Santos durante a abordagem em São Bernardo do Campo.

Ele também afirmou ser juiz da 3ª Vara Criminal de Santo André e professor de uma faculdade de Direito.

Os policiais foram até o endereço do verdadeiro magistrado, que compareceu à delegacia e confirmou sua identidade.

Durante a investigação, também foi constatado que Selmo era procurado pela Justiça. Segundo o registro policial, havia 78 processos e 34 inquéritos relacionados ao nome dele, sendo 22 investigações associadas ao artigo 171 do Código Penal, que trata de estelionato.

A ocorrência foi registrada como uso de documento falso e recaptura de procurado. Selmo permanece preso e à disposição da Justiça.

Com informações do Portal G1

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