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Polícia investiga morte de mulher em Embu das Artes; família contesta versão de suicídio

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O TABOANENSE

07/09/2026 12:44
Reprodução / Redes Sociais
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A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 29 anos encontrada dentro da casa onde morava com o marido, um policial militar, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O PM afirmou à polícia que a esposa teria usado a arma dele para tirar a própria vida. Familiares, porém, contestam essa versão e levantam dúvidas sobre as circunstâncias da morte.

Segundo as informações disponíveis, a vítima foi encontrada ferida no banheiro da residência. O próprio marido acionou a Polícia Militar e relatou que encontrou a mulher ao acordar pela manhã.

Em depoimento, o policial teria informado que a esposa sabia onde sua arma era guardada. Ele negou envolvimento na morte e também teria afirmado que o casal não mantinha desavenças. O PM foi ouvido e posteriormente liberado.

Familiares afirmam não acreditar na hipótese apresentada pelo marido. Segundo relato de uma parente, poucas horas antes de morrer a mulher teria telefonado para a avó e contado que o relacionamento havia terminado e que estava organizando seus pertences para deixar a residência com o filho.

“Ela ligou entre oito e nove da manhã para falar que eles tinham terminado e que ela estava arrumando as coisas para ir embora com o filho para a casa da avó. No fundo da ligação dava para ouvir o barulho de gente na casa”, relatou uma familiar.

Os parentes também alegam que o policial tinha histórico de comportamento agressivo e episódios de conflito. Essas afirmações, no entanto, são versões apresentadas pela família e deverão ser apuradas durante a investigação.

Outro ponto questionado pelos familiares envolve os procedimentos para o sepultamento. Segundo eles, o marido teria providenciado a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) e organizado o enterro sem comunicar previamente os parentes da vítima. A família demonstrou preocupação com uma eventual cremação e defende a preservação de possíveis elementos que possam contribuir para a investigação.

A mulher deixa um filho de dois anos, que morava com o casal. Conforme o relato dos familiares, a criança ficou inicialmente sob os cuidados da família materna.

A Polícia Civil deverá analisar os depoimentos, os exames periciais e demais elementos reunidos no inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte e determinar se houve participação de terceiros. Até a conclusão das investigações, nenhuma das hipóteses deve ser tratada como definitiva.

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