HGP de Taboão da Serra participa de mutirão que prevê mil cirurgias ortopédicas extras no Estado até dezembro
O Hospital Geral de Pirajussara (HGP), em Taboão da Serra, participa do mutirão organizado pelo Governo de São Paulo para ampliar a realização de cirurgias ortopédicas na rede estadual. A ação prevê cerca de mil procedimentos extras até dezembro, distribuídos entre hospitais da Grande São Paulo e das regiões de Campinas e Sorocaba.
O Hospital Regional de Cotia também integra a força-tarefa, que tem como principal objetivo acelerar o atendimento de pacientes que já aguardam por cirurgias pelo sistema estadual de regulação.
A iniciativa concentra os procedimentos principalmente nas áreas de joelho, quadril e coluna. A quantidade destinada a cada unidade considera a demanda existente e a capacidade de atendimento dos hospitais.
As cirurgias do mutirão serão realizadas além da programação regular prevista para as unidades estaduais.
Na Grande São Paulo, participam da ação hospitais de Franco da Rocha, Itaim Paulista, Itaquaquecetuba, Pirajussara, Vila Alpina, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Guarulhos, Santo André, Sapopemba, Taipas e Vila Penteado.
Entre as unidades com maior volume de procedimentos adicionais estão Sapopemba, com até 240 cirurgias; Diadema, com mais de 150; Guarulhos, com mais de 100; e Itaim Paulista, com 100 cirurgias extras previstas até dezembro.
Objetivo é reduzir a espera
A força-tarefa busca ampliar temporariamente a capacidade de atendimento da rede estadual e acelerar a realização de procedimentos para pacientes que já estão na fila de regulação.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a estratégia permite direcionar a estrutura disponível para as regiões com maior demanda.
“Estamos ampliando a produção dos hospitais estaduais para acelerar o atendimento de quem aguarda por uma cirurgia ortopédica”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.
Interior também terá reforço
Nas regiões de Campinas e Sorocaba, a maior parte dos procedimentos extras será concentrada em cirurgias de joelho e quadril.
O Hospital Estadual de Sumaré ampliará a realização de reconstruções ligamentares do joelho e artroplastias totais do quadril.
Já o Conjunto Hospitalar de Sorocaba terá reforço em procedimentos como artroplastia total do joelho, reconstrução ligamentar e artroplastia total do quadril, além de cirurgias de revisão ou reconstrução do quadril.
Cirurgias ortopédicas cresceram 37% em três anos
O mutirão faz parte de uma estratégia do Governo de São Paulo para ampliar a oferta de cirurgias eletivas.
Entre 2023 e 2026, foram realizados mais de 4,1 milhões de procedimentos eletivos no Estado, segundo o governo. O volume equivale ao dobro da média anual registrada antes da pandemia.
Na ortopedia, a produção da rede estadual cresceu 37% em três anos. O número de cirurgias passou de aproximadamente 53,6 mil em 2022 para 73,4 mil em 2025.
Segundo o governo paulista, parte desse crescimento está relacionada à Tabela SUS Paulista, mecanismo criado para complementar os valores pagos pelo sistema federal pelos procedimentos realizados na rede conveniada.
Desde a implantação do programa, mais de R$ 11,4 bilhões foram destinados às instituições participantes, de acordo com o Estado.
Quem será atendido
O mutirão não abre inscrições diretamente nos hospitais. Os procedimentos são destinados a pacientes que já aguardam atendimento pelo sistema estadual de regulação.
A definição do hospital responsável pelo procedimento considera a demanda e a capacidade de atendimento de cada unidade.
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