Taboão da Serra: família de jovem morta a tiros pede Justiça e prisão do ex-namorado
Familiares se despediram nesta terça-feira (13), em Taboão da Serra, de Ana Clara Soares de Oliveira, de 19 anos. A jovem foi sepultada às 11h, no Cemitério da Saudade, um dia depois de ser morta com um tiro na cabeça. O ex-namorado dela, de 22 anos, é apontado como principal suspeito e é procurado pela polícia.
Durante o velório, o padrasto, Erasmo Carlos Dias, deu entrevista à TV Globo e disse que o relacionamento era marcado por agressões e ameaças. Segundo ele, o rapaz afirmava que acabaria com a vida da jovem.
Erasmo contou que a família tentava alertar Ana Clara sobre os riscos da relação e convencê-la a se afastar.
“A convivência dela com ele era complicada demais, chegou a bater nela, a quase enforcar. A própria mãe dele falava ‘sai, Ana Clara, sai de perto dele’”, relatou.
De acordo com o padrasto, o casal terminava e reatava repetidamente, apesar da insistência dos parentes.
“Brigava, voltava, brigava, voltava. A gente dava muito conselho, de verdade. Eu, como padrasto, sentava na cama e conversava com ela”, afirmou.
A família pede a prisão do suspeito, que, segundo a polícia, fugiu após o crime.
“Era uma menina maravilhosa, muito boa. O cara infeliz desse acabou com a vida dela, tem que ter Justiça, tem que ir atrás dele. Ele acabou com a vida de uma mocinha de 19 anos”, disse Erasmo.
Como está a investigação
O caso foi registrado como feminicídio no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, que realiza diligências para localizar o ex-namorado e esclarecer as circunstâncias da morte.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a perícia foi feita no local e que o celular da vítima foi apreendido.
Relembre o caso
Ana Clara foi morta por volta da 1h de segunda-feira (12), no Jardim Três Marias. Segundo a polícia, uma pessoa apontada como parente da vítima ligou para o 190 depois de encontrá-la baleada dentro de casa. O resgate foi acionado, mas a morte foi constatada no local.
Como denunciar violência contra a mulher
Em caso de emergência, ligue para o 190. Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo 180, da Central de Atendimento à Mulher. A ligação é gratuita, e o serviço funciona 24 horas por dia, com orientação e encaminhamento para a rede de proteção.
Violações de direitos humanos também podem ser denunciadas pelo Disque 100, pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil ou pela página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
Mulheres em situação de violência podem solicitar medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
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