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Expansão do metrô até Taboão da Serra gera expectativa de viagens mais rápidas e melhor qualidade de vida

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Redação

20/10/2026 • 15:39
Divulgação | Governo de SP
Divulgação | Governo de SP
Metrô em Taboão da Serra: moradores esperam ganhar tempo e qualidade de vida

Moradores de Taboão da Serra e de cidades vizinhas esperam passar menos tempo no trânsito e ganhar mais horas para descansar, estudar e cuidar da vida pessoal com a chegada da Linha 4-Amarela ao município. A expansão prevê 3,3 quilômetros de trilhos e duas novas estações: Chácara do Jockey e Taboão da Serra.

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O projeto levará a rede metroviária pela primeira vez para fora da capital paulista. A futura estação de Taboão terá integração com um terminal de ônibus e deve facilitar o acesso ao metrô para quem hoje depende de linhas municipais e enfrenta congestionamentos até a estação Vila Sônia.

Para quem usa o transporte público diariamente, a expectativa vai além de encurtar o percurso. A mudança pode significar menos tempo em ônibus lotados e mais disponibilidade para atividades pessoais.

Trânsito até o metrô aumenta tempo de viagem

Morador de Taboão da Serra há cerca de 20 anos, o cabeleireiro Marcos de Almeida, de 37 anos, trabalha na região da avenida Faria Lima e utiliza a Linha 4-Amarela com frequência. Atualmente, ele precisa pegar um ônibus até a estação Vila Sônia, trajeto que pode levar de 40 minutos a uma hora.

Com a expansão, ele espera reduzir o tempo gasto antes mesmo de entrar no metrô.

“O principal problema que eu enfrento é o trânsito na BR para chegar na Linha Amarela. Com a estação em Taboão, quem mora aqui e precisa fazer esse trajeto não vai mais precisar enfrentar esse trânsito e vai economizar muito mais tempo. Será muito mais rápido e menos cansativo”, afirma.

Passageira espera economizar uma hora na volta para casa

A expectativa de reduzir o tempo de deslocamento também é compartilhada por moradores de Embu das Artes. A assistente de operações estratégicas Jéssica da Costa Silva, de 33 anos, mora no bairro Santa Tereza e trabalha na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

De segunda a quinta-feira, ela sai de casa às 4h30 e leva cerca de 30 minutos para chegar à estação Vila Sônia. Na volta, porém, o trânsito na avenida Professor Francisco Morato e nos acessos a Taboão da Serra pode prolongar a viagem para quase três horas.

Com a nova estação, Jéssica estima economizar aproximadamente uma hora no retorno para casa.

“Eu acho que a qualidade de vida que a gente vai ter já é a principal conquista, porque a gente vai ficar menos tempo dentro de um ônibus. Meu tempo para voltar pra casa vai reduzir em praticamente 1 hora. Eu estudo também, então, se eu tiver um tempo maior dentro de casa, vou conseguir estudar e descansar mais”, explica.

Ela também espera reduzir o número de ônibus necessários para chegar ao destino. “Qualquer coisa que a gente precise fazer, tem que fazer muita baldeação, pegar vários ônibus. Com a chegada da estação aqui no Taboão, vou poder pegar um ônibus até lá e, dentro da estação, fazer o restante do deslocamento. Para quem mora aqui, essa estação caiu como uma luva.”

Nova estação pode liberar tempo para atividades pessoais

Moradora de Taboão da Serra desde que nasceu, a analista de redes sociais Jéssica Inah Massonetto, de 31 anos, trabalha na Mooca, na zona leste da capital, e leva cerca de duas horas para chegar ao trabalho.

O trânsito no trajeto de ônibus até a estação Vila Sônia é um dos principais obstáculos. Já no metrô, ela considera o percurso mais rápido e tranquilo.

A expectativa é que a estação mais próxima de casa reduza o tempo gasto nesse primeiro trecho e permita reorganizar a rotina.

“O principal problema é o trânsito e o tempo que a gente fica dentro do ônibus até chegar à estação. É um tempo que eu poderia estar usando para outras coisas, como fazer academia de manhã. Com a estação mais perto, eu posso sair um pouco mais tarde de casa, ganhar esse tempo para mim e chegar ao trabalho mais tranquila”, afirma.

Para ela, a expansão representa mais uma etapa de aproximação entre Taboão da Serra e a capital paulista.

“Cada vez que o metrô foi chegando um pouco mais perto da gente, ficou mais fácil para a gente se deslocar para São Paulo, principalmente para trabalhar. Eu, por exemplo, acho muito mais fácil ir para o centro de transporte público do que de carro. Então, com a estação aqui em Taboão, vai ficar mais fácil e me dar mais tempo de qualidade”, diz.

Expansão deve atender 50 mil passageiros por dia

A extensão da Linha 4-Amarela integra os projetos de mobilidade do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com fiscalização da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

O projeto prevê duas novas estações, Chácara do Jockey e Taboão da Serra, ao longo de 3,3 quilômetros de extensão. A estimativa é atender cerca de 50 mil novos passageiros por dia.

A futura estação de Taboão terá integração com um terminal de ônibus e ampliará as conexões de transporte público para moradores do município e de cidades próximas.

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