Campanha de vacinação da H1N1 é cancelada no Shopping Taboão
A assessoria de imprensa do Shopping Taboão confirmou o cancelamento da campanha de vacinação contra a gripe H1N1 que aconteceria no próximo sábado, dia 30, e que teria o empreendimento como um dos pontos de vacinação.
Segundo a assessoria de imprensa, “devida a quantidade restrita de vacinas contra a Influenza/H1N1 recebida, a campanha de vacinação no Shopping Taboão, programada para o dia 30 de abril, teve que ser cancelada. A campanha permanece válida apenas nas unidades de saúde da prefeitura da cidade”.

Mesmo com o cancelamento da vacinação no Shopping, a campanha continua em todos os postos de saúde do país. O Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. O dia D de mobilização será sábado (30).
Apesar da mobilização nacional, o secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, alerta que alguns municípios podem não abrir os postos no sábado, já que 22 estados, inclusive São Paulo, anteciparam a imunização e adotaram outra estratégia. A vacinação vai até o dia 20 de maio.
Apesar do lançamento da campanha ter sido hoje, o ministério adiantou para o dia 1º deste mês o envio das vacinas aos estados, devido ao grande número de infecções pelo vírus H1N1 antes do período de pico, que é o inverno. “Infelizmente neste ano [a gripe] veio mais cedo do que nos outros anos e, por isso, tivemos que antecipar a distribuição das vacinas e, mesmo assim, continuamos com casos graves”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em entrevista coletiva, pouco depois de a assessoria ter confirmado que ele pediria demissão do cargo ainda nesta quarta-feira.
O público-alvo é formado por 49,8 milhões de pessoas, e o ministério quer imunizar ao menos 80% desta população. Receberão a vacina pela rede pública crianças que tenham mais de 6 meses e menos de 5 anos, gestantes, mulheres que deram à luz há até 45 dias, trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, quem tem 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, quem tem doenças crônicas não transmissíveis ou outras condições clínicas especiais, como doença respiratória crônica, doenças cardíacas, renais, hepáticas ou neurológicas crônicas, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias.
A escolha dos grupos prioritários é recomendação da Organização Mundial da Saúde.

