Justiça nega habeas corpus para Higlanders
Os quatro policias militares condenados por terem assassinado e decapitado o deficiente Antonio Carlos da Silva Alves na cidade de Itapecerica da Serra, tiveram o pedido de habeas corpus para recorrer da sentença em liberdade, negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Os PMs fazem parte de do grupo de extermínio que ficou conhecido como Highlanders, eles foram condenados a 18 anos e 8 meses de prisão.O desembargador Fábio Gouveia, relator do caso, indeferiu o pedido por entender que não havia requisitos para concessão da medida.
"A revogação das prisões cautelares por falta de fundamentação e consequente apelo em liberdade há de ser deferida apenas nos casos em que surge flagrante a ilegalidade afirmada", afirmou o relator.
A vítima foi seqüestrada em outubro de 2008, no Jardim Ângela, na zona sul São Paulo. Na época, testemunhas disseram à Polícia Civil que viram Antonio Carlos ser obrigado a entrar em uma viatura da Polícia Militar. Com base nesses depoimentos foi instaurado inquérito.
Antonio Carlos foi encontrado sem a cabeça, mãos e pés num terreno próximo a Avenida Soldado PM Gilberto Augustinho, em Itapecerica. Os familiares só identificaram o corpo por causa de uma tatuagem.
