Home

Capitão Lener renuncia ao mandato de prefeito em São Lourenço da Serra

5 min de leitura
Foto do autor

Redação

24/11/2010 00:00
Capitão Lener renuncia ao mandato de prefeito em São Lourenço da Serra
A menor da cidade região está passando por uma verdadeira tormenta política. Na tarde desta quarta-feira, dia 24, o prefeito de São Lourenço da Serra, Capitão Lener, renunciou ao cargo após uma série de desavenças com parte dos vereadores da Câmara Municipal. Lener estava “enegessado” e não conseguia, sem apoio do Poder Legislativo, remanejar verbas do orçamento.

Publicidade
Publicidade

 Leia na integra a carta de renúncia do ex-prefeito Capitão Lener
 Ouça a entrevista com Fernandão, presidente da Câmara de São Lourenço

Antes de protocolar a carta de renúncia na Câmara Municipal da cidade, Lener demitiu todos os cargos de confiança (58). A decisão pegou todos de surpresa, inclusive os vereadores. A renúncia foi entregue na Casa às 16h50, poucos antes do início da Sessão. No lugar de Lener, o vice-prefeito José de Jesus lima, o Zé da Tereza, assume a prefeitura. Sua posse acontece nesta quinta-feira, dia 25, às 10h no Poder Legislativo.

Foto: Eduardo Toledo

Capitão Lener que renunciou ao mandato de prefeito nesta quarta-feira, dia 24

Durante a sessão, um boato que Zé da Tereza também renunciaria circulou entre os vereadores. A reportagem do Portal O Taboanense apurou que a notícia não procede. O futuro prefeito, inclusive, já teria agendado uma reunião às 6h30 com todos os funcionários demitidos. Ele irá revogar as demissões e em seguida irá pedir determinação de todos para que a situação não fique insustentável.

A reportagem do Portal O Taboanense deixou diversos recados na caixa postal de Lener, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Zé da Tereza também não atendeu as ligações da reportagem.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, Lener deverá realizar uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, dia 25, em local ainda não definido. Pessoas próximas ao ex-prefeito disseram que ele está muito abalado com toda a situação que São Lourenço da Serra vive.

Acusações e disputa

O clima político em São Lourenço da Serra já não era dos melhores há pelo menos um ano. Dos nove vereadores da Câmara Municipal, seis deles faziam uma ferrenha oposição ao prefeito. Em dezembro de 2009, na aprovação do orçamento, os parlamentares aprovaram um remanejamento de apenas 10% do orçamento (em outras circunstâncias, o normal é de 25%) o que dificultou a realização de projetos da prefeitura.

O presidente da Câmara, Fernando Seme Amed, conhecido como Fernandão, disse a reportagem do Portal O Taboanense que não houve perseguição política. Todos os pedidos de remanejamento de verbas foram negados pelos vereadores nos últimos 40 dias. “O que aconteceu é que o prefeito não respondeu aos nossos requerimentos onde pedíamos explicação do motivo”, afirmou

Fernandão também fez diversas denúncias contra a administração de Lener. Segundo o parlamentar, a prefeitura gasta anualmente R$ 2 milhões com transporte escolar. “Sabemos que o mesmo serviço é possível de ser feito com R$ 900 mil, isso está sendo motivo de investigação”.

Fernandão chegou a dizer que o motivo da renúncia seria por dificuldades na administração por causa “da quadrilha do mandato anterior que desviou dos cofres públicos cerca de 10 milhões de dólar (SIC)”. O presidente da Câmara afirmou que a informação está na carta de renúncia.

O vereador ainda desmentiu que o motivo da renúncia fosse uma “desavença” com a Câmara, mas disse que a Câmara não votou os pedidos de remanejamento de verbas porque “ele mandou uns documentos, como se nós tivéssemos que assinar um cheque em branco”.

Para o vereador, a falta de diálogo entre Lener e a Câmara foi um dos motivos que desgastou o relacionamento entre os dois poderes. “Tudo conta, as más respostas nos requerimentos,  há um desrespeito com os vereadores. Nós pedíamos documentos e não nos apresentavam”, disse.

 Fernandão também lembrou que a prefeitura gastou cerca de 150 mil com almoço. “Se enxugar a máquina tem como administrar”. O parlamentar lembrou que por causa do Censo, que apontou uma redução no número de habitantes da cidade, o repasse de verbas deve cair:  “vamos passar por dificuldades”.

 

 

Publicidade
Publicidade