“Mega Sena” saiu para família do Campo Limpo
É o passo mais glorioso do histórico escolar de Naiana, numa trajetória iniciada com uma excelente pré-escola na Escolinha Criança & Cia. no Jardim Umarizal, prosseguiu pelo ensino fundamental no Colégio Pirajuçara, até concluir o ensino médio no Colégio Concórdia. O mérito de Naiana em ingressar na USP é tanto maior porque ela não fez cursinho pré-vestibular. Sem contar que só vai completar 18 aninhos no próximo 27 de abril.
Foto: Reprodução

Naiana Soares Padial
A portadora da boa nova foi a amiga Dora Nascimento: “Eu estava preparando o almoço”, conta Suzi, “quando a Dora me telefonou com a notícia”. A emoção não coube na casa, e Suzi transbordou a alegria com ligações entre lágrimas para os pais. Conectou o coração na web e compartilhou a felicidade com a legião de amigos.
Garota globalizada
Naiana é cosmopolita por natureza. Foi concebida under the sky de Londres, onde seus pais moraram por dois anos nas cercanias do bairro Greenwich, subúrbio leste da capital britânica. Ela atravessou o Atlântico de volta ao Brasil “envelopada” no ventre da mãe, e nasceu campo-limpense da gema – se é que existe tal gentílico…
Originalmente a menina iria se chamar Janaína. Mas… a mãe do Binho, católica caturra, embirrou: “Não vai botar nome de macumba na minha neta!!!”. Daí, escolheram Naiana, nome da filha de um casal brasileiro que conheceram na Inglaterra. Janaína era como os escravos africanos no Brasil chamavam Yemanjá, para enganar seus senhores. Com a sogra da Suzi foi tal e qual…
Auto-disciplinada, Naiana estuda a língua árabe e também já enveredou pelo tupi-guarani. Ela me lembra um pouco Jean-François Champollion, decifrador de hieróglifos que nas horas vagas descansava os miolos aprendendo gramática chinesa… Além do amor pelos idiomas, Naiana estuda música com meu colega de copo e de cruz Geraldo Magela.
Daqui a poucas semanas a filha de Suzi e Binho vai sentar nos bancos acadêmicos da Fefeléche (jargão uspiano para Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), em salas de aula por onde passaram legendários mestres como Alfredo Bosi e Antonio Cândido, e onde triunfam até hoje professores como José Miguel Wisnik, Luiz Tatit, e outros bambas.
