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Policial Civil é acusado de matar o amante em Taboão da Serra

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Redação

24/02/2011 00:00
Policial Civil é acusado de matar o amante em Taboão da Serra

 

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O Núcleo da Corregedoria da Polícia Civil de Taboão da Serra investiga o caso de um policial suspeito de ter assassinado o auxiliar de produção Daniel Gustavo Medeiros, 29. Segundo informações dos familiares da vítima, eles tinham um relacionamento homossexual. Após ter suas ligações rastreadas pelo Centro de Inteligência Policial da Delegacia Seccional de Taboão, com autorização da justiça, o policial foi preso em dezembro de 2010, no Presídio da Polícia Civil, no Complexo do Carandiru (zona norte de SP).

O policial e a vítima se conheceram em uma clínica de recuperação de dependentes químicos. Medeiros, que era viciado em crack, se relacionava com o policial em troca de drogas, roupas e moradia.

Foto: Reprodução | Google Street View

Investigador trabalhava na 37º Distrito Policial, no Campo Limpo

Raimundo Miranda Brandão, 40, é investigador do 37º Distrito Policial [Campo Limpo], na zona sul de São Paulo, ele também será investigado por suspeita de trocar favores sexuais com viciados em crack na Cracolândia em São Paulo.

Durante investigação a Corregedoria apurou que Brandão esteve várias vezes na Cracolândia com um veículo Gol preto dublê.

O Caso

No dia 1º de novembro de 2009, Brandão e Medeiros, estiveram em Taboão da Serra para comprar uma moto, ao estacionar o carro em uma praça da cidade, Medeiros foi atingido com um tiro no rosto. O tiro partiu de uma pistola calibre 45 que pertence à Policia. Segundo depoimento do acusado, o tiro foi acidental. Medeiros foi socorrido somente em Barueri, quando Brandão pediu ajuda em um posto da Polícia Militar.

Os PMs prestaram socorro, após ser atendido no hospital, Medeiros foi liberado e voltou para Limeira, cidade onde morava. Porém cinco dias depois (6), Brandão foi até lá e o levou embora, segundo informou a mãe da vítima. Nesse mesmo dia, Medeiros foi encontrado morto em Campinas, com um tiro no rosto. A perícia identificou que os dois tiros no rosto partiram da mesma pistola calibre 45 que pertencia ao Estado, e que estava em poder de Brandão. A Corregedoria de Taboão descobriu que o policial esteve na região onde o corpo de Medeiros foi encontrado.

O advogado do policial, Eronides Aguirre Lopes, disse que o caso ainda está em andamento e por questões de ética não vai se manifestar sobre o caso.

Omissão?

A polícia de Barueri não registrou o ocorrido, a arma e o carro também não foram periciados. Na época, o delegado de Barueri, Sérgio Augusto de Magalhães Melo, disse que "a história do policial civil o convenceu", por isso não apreendeu a arma, apesar de ela constar como roubada nos cadastros da polícia, também disse que não encontrou nada errado no veículo, por isso não vistoriou.

A Corregedoria também investiga se policias do 37º DP favoreceu a fuga do suspeito. Em 22 de junho de 2010, quando o Núcleo da Corregedoria em Taboão da Serra foi ao 37º DP para apreender seu Gol dublê, Brandão foi avisado por seus colegas de trabalho sobre a operação e fugiu com o veículo, que estava estacionado no pátio da delegacia.

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