Apesar da crise, Taboão da Serra aumenta número de empregos formais
A crise econômica e o impasse político que paralisam o país vêm deixando muitos trabalhadores sem sono. Apesar do momento de recessão, Taboão da Serra vem conseguindo driblar o desemprego nos últimos meses. Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que a cidade teve um aumento de 0,31% nas vagas de emprego. Pode parecer pouco, mas os números são uma vitória em meio ao cenário devastador no resto do país.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Taboão da Serra gerou 169 novos postos de trabalho em março. O setor de serviços foi o que apresentou melhor desempenho, criando 259 novos empregos. A construção civil também contribuiu com o bom resultado, aumentando em 20 novas vagas.
Os setores que mais demitiram foram a indústria de transformação, que diminuiu 96 vagas e o comércio, que reduziu outros 20 postos de trabalho.

Para o prefeito Fernando Fernandes, os números do Ministério do Trabalho refletem uma retomada do crescimento econômico na cidade. “Estamos enfrentando uma grave crise econômica e política no país, mas em Taboão da Serra estamos conseguindo atrair novas empresas e assim ampliar as vagas de trabalho na cidade”.
Nos últimos dois anos, Taboão da Serra trouxe novas empresas que geraram empregos para moradores da região, como as duas unidades do Assaí Atacadista, o centro de distribuição da cervejaria Itaipava e o Magazine Luiza, que inaugurou uma filial no Pirajuçara. “O setor de serviços vem crescendo na nossa cidade, nossa vocação que era industrial está migrando, essa é uma tendência”, diz Fernandes.
A virada nos números de empregos foi tão comemorada pelo governo não só porque apresentou um ruptura com o restante do país, mas porque inverte uma diminuição que vinha acontecendo na própria cidade. Os números do Caged mostram que Taboão da Serra vinha perdendo vagas mês a mês. O saldo nos últimos 12 meses é de menos 1.316 vagas.
Segundo o Caged, em Taboão da Serra existem 55.249 empregos formais. O setor de serviços empregava em janeiro deste ano 24.050 pessoas; a indústria 12.212, o comércio 12.243 e a construção civil 6.609.
Crise no país
O Brasil teve a maior perda de vagas formais para meses de março em 25 anos, segundo dados divulgados hoje (22) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. No mês passado, o país fechou 118.776 postos de trabalho com carteira assinada.
Nos últimos 12 meses, já foram suprimidas 1.853.076 vagas formais. Os números levam em conta a diferença entre demissões e contratações. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram. A exceção foi a administração pública, com 4,3 mil vagas a mais no mês.
O comércio e a indústria de transformação fecharam o maior número de vagas, respectivamente, 41.978 e 24.856. Em terceiro lugar, vem a construção civil, com supressão de 24.184 vagas.
Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.
Com informações de Mariana Branco, da Agência Brasil

