Autoridades repercutem morte do jornalista Mário Henrique
Já a jornalista Cláudia Funari, fundadora do jornal O Independente, onde Mário Henrique manteve por mais de 12 anos sua coluna, disse que "com seu estilo inconfundível Mário Henrique foi durante anos o profissional de imprensa mais lido em Taboão da Serra. Até hoje ninguém o superou. Os leitores queriam saber quais notícias ele tinha para dar, para logo depois poder comentá-las, concordando ou não com suas opiniões. O colunista social era também um cronista do cotidiano, que ele insitia em colorir para o deleite do leitor. Foi um prazer e um aprendizado ter trabalhado com ele. Mário Henrique deixa um vazio na imprensa regional".
Para a advogada Marilene Trappel de Lima, amiga de Mário Henrique, ele vai deixar saudades. “Eu tinha um relacionamento profissional e de amizade como Mário. O jornalismo social em Taboão da Serra, sem ele, nunca mais será o mesmo.Vai ficar uma lacuna muito grande, ele tinha uma visão diferenciada para noticiar os eventos sócias da cidade. O ‘Simplesmente Mário Henrique’ não é algo tão simples assim, é uma lacuna que fica”, Marilene Trappel.
O vereador Aprígio destacou o trabalho de Mário Henrique. “Enquanto ele viveu na cidade desempenhou o seu trabalho muito bem. Comigo ele sempre foi parceiro, era uma pessoa boa. Assim como tenho um grande respeito pela imprensa, também tinha por ele”.
Laércio Lopes, presidente da associação Comercial de Taboão da Serra (ACE), falou da curiosidade que o trabalho do colunista despertava nas pessoas e do profissionalismo de Mário Henrique “O Mário Henrique era um jornalista muito polêmico, ele tinha um lado brincalhão, mas sempre criava polêmicas com suas notas. Ele era criticado por muita gente, mas todos aguardavam, com certa ansiedade para ler o que ele escrevia. Ele era um bom profissional, particularmente eu gostava muito dele”, afirmou.
O amigo e empresário Edgar Damiani falou dos sentimentos opostos que Mário Henrique despertava nas pessoas: amor e ódio. “Ele era um repórter polêmico que as pessoas ou amam muito, ou odiavam muito, mas todos tinham respeito por ele. Todos queriam lês a coluna dele para ver se seu nome estaria na coluna. O Mário Henrique marcou presença na história de Taboão da Serra. O trabalho dele mostrou que Taboão tinha uma elite, uma sociedade, não era uma cidadezinha de interior. Ele conseguiu movimentar a sociedade taboanense se não pelo carisma era pelo medo. Ele era um bom profissional”.
