Segurança: “Big Brother” taboanense usa 28 câmeras e 15 mil metros de cabos

Central de Monitoramento via Câmeras inteligentes da GCM
Câmeras super potentes, capazes de aproximar uma imagem mais de 250 vezes enquanto gira 360º em torno de seu próprio eixo. Essa é uma das novas armas da prefeitura de Taboão da Serra para combater os assaltos, furtos e roubos que acontecem na cidade. Desde a última semana, 28 dessas potentes e modernas máquinas estão interligadas por mais de 15 mil metros de cabos até a central de monitoramento da GCM, na região central.
“A violência deve ser combatida com ações preventivas e não com ações repressivas”, disse Evilásio durante a inauguração da Central de Monitoramento, na última sexta-feira, dia 8. E prevenção significa colocar nas ruas centenas de olhos eletrônicos, que monitoram e gravam 24 horas por dia tudo o que acontece nas regiões mais movimentadas da cidade.
Porém, os investimentos são pesados. Somente com a instalação das câmeras, a prefeitura gastou mais de R$ 500 mil, boa parte veio através de um convênio com o Governo Federal, através do Pronasci. “Somos uma das cinco primeiras cidades do Estado a participar desse programa”, orgulha-se o prefeito.
As câmeras instaladas em 28 pontos diferentes da região central se juntaram aos sete já existentes na Kizaemon Takeuti, no Pirajuçara. “Cobrimos os pontos de maior ocorrência, a partir de agora estaremos sempre um passo a frente dos bandidos”, diz com um largo sorriso no rosto o Secretário Municipal de Segurança Pública, Salvador Grisafi.
Os locais escolhidos para a instalação das câmeras foi puramente técnico. Os pontos com mais casos registrados receberam a vigilância eletrônica. Um exemplo prático é a ponte que divide Taboão da Serra e São Paulo, no Marabá, próximo a faculdade Uniban. Ali eram registrados muitos casos de furtos, a tendência é que agora, com as câmeras, o número de ocorrências diminua.
Outro ponto que preocupava os moradores, a divisa entre Taboão e a capital, no Jd. Clementino, também ganhou o monitoramento. “Agora a gente está mais seguro, espero que os assaltos aqui diminuam”, disse Lucélia Queiroz, moradora do Jd. Leme e que já teve dois celulares roubados.
A Praça Nicola Vivilechio, um dos locais mais movimentados da cidade, ganhou quatro câmeras. O Cemur, o Largo do Taboão, a passarela do Shopping, a Câmara Municipal, a Praça do Samba, a Biblioteca e o Pronto Socorro Akira Tada, todos esses locais ganharam uma câmera dedicada.
Na região dos bancos, na rua do Tesouro e na rodovia Régis Bittencourt, quatro câmeras em pontos estratégicos foram instaladas. “Temos visão de tudo o que acontece ali”, avisa Coronel Silas, subcomandante da Guarda Civil Municipal (GCM). Hoje, um dos crimes mais comuns na cidade é a famosa “saidinha”. Em abril, um cliente foi assassinado após sacar dinheiro no Bradesco.
O sucesso do projeto, que ainda está em fase embrionária, depende muito do trabalho em conjunto da GCM com a Polícia Militar. Por isso a prefeitura e a PM já estão estudando o posicionamento de viaturas em locais estratégicos. “Vamos chegar nas ocorrência em questão de poucos minutos”, prevê Grisafi.
Se tudo ocorrer como deseja a prefeitura, até o final do ano serão 300 câmeras instaladas na cidade. “Todos os prédios públicos serão monitorados: escolas, unidades de saúde e praças esportivas. Enfim, vamos ampliar muito essa vigilância”, avisa o prefeito Evilásio Farias.
Além de ajudar na segurança, as novas câmeras vão servir também para identificar a causa de congestionamentos. “Temos um projeto de colocar no site da prefeitura como está o trânsito na Régis Bittencourt, tudo isso ao vivo”, afirma Youssef Bem Riman, da empresa YBR, responsável pelo projeto.
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