Câmara aprova LDO sem emenda de aumento do funcionalismo
Quem esperava uma sessão tranquila e rápida, acabou vendo uma das reuniões legislativas mais longas do ano, os trabalhos terminaram exatamente a meia-noite. Os vereadores aprovaram o projeto do prefeito Evilásio praticamente sem mudanças. A discussão gerou em torno da emenda número 9, apresentada por todos parlamentares, que propunha um aumento de 11,32% para todo o funcionalismo.
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Câmara Municipal teve sessão longa e cansativa nesta terça-feira
Muitos funcionários da Usina compareceram na sessão e pressionaram buscando a aprovação da emenda. Os vereadores Tales e Cido mantiveram sua posição e votaram a favor do aumento. Os outros parlamentares argumentaram que a emenda não seria boa para o funcionalismo, uma vez que sendo aprovada ela só passaria a vigorar em maio de 2012, data base do reajuste do funcionalismo.
As discussões entre os vereadores seguiram por mais de duas horas e só depois disso um acordo foi costurado. O prefeito Evilásio Farias deverá receber uma comissão de funcionários públicos na próxima quinta-feira, dia 14. “Foi aberta uma negociação, queremos que os servidores tenham um aumento real e imediato, não podemos esperar até o próximo ano”, afirmou Alexandre Depieri.
Os funcionários a princípio não aceitaram a proposta e exigiam a votação da emenda. Outros vereadores subiram na tribuna e defenderam o início das negociações por um aumento imediato, mesmo que menor do que o pedido no começo. O vereador Ronaldo Onishi disse que é melhor um acordo agora do que um sonho no próximo ano. “Esse é o momento de negociar, podemos ficar sem nada”, garantiu.
Após muita discussão, os vereadores acabaram votando a LDO sem a emenda. O vereador Cido subiu na tribuna para criticar a decisão. “Não estamos aqui falando de aumento, mas sim de reajuste, que ainda é muito pouco. Temos outras questões para discutir, como a questão do cartão que substituiu a cesta básica e do convênio médico”.
O vereador Paulo Félix defendeu que em vez da emenda, fosse priorizada a negociação. “O prefeito não está chamando uma reunião para dar um passa moleque no funcionalismo. Se ele está chamando ele tem que ter responsabilidade”, disse.
Emendas
Apesar de não ter aprovado a emenda 9, os vereadores apresentaram outras emendas relacionadas a questão salarial do funcionalismo. A mais importante prevê a obrigatoriedade de todo ano o salário ser reajustado de acordo com a inflação no período e outra torna obrigatória a votação pela Câmara Municipal de todo reajuste.
De acordo com o vereador Olívio Nóbrega, a decisão da Câmara Municipal acabou sendo a melhor para todos. “Vamos conversar com o prefeito para chegar a um acordo de aumento imediato e paralelamente pensarmos no reajuste das perdas salariais deste ano”.
