Home

CDHU continuará cobrando prestações de prédio interditado

3 min de leitura
Foto do autor

Redação

14/07/2010 00:00
CDHU continuará cobrando prestações de prédio interditado

 

Publicidade
Publicidade
Se não bastassem as incertezas vividas pelas 40 famílias (169 pessoas, sendo 62 crianças) que estão sendo removidas pela Defesa Civil do conjunto I do CDHU do Pq. Jacarandá, que apresenta rachaduras que podem comprometer a estrutura dos prédios, os moradores receberam a notícia que mesmo fora dos apartamentos terão que continuar pagando as prestações.

 Defesa Civil interdita prédio do CDHU que ameaça desabar
 CDHU do Jacarandá apresenta rachaduras de até 6 centímetros
 Para CDHU, rachaduras não comprometem estruturas em prédio do Jacarandá 

“Eu estou desesperada, não tenho como pagar um aluguel e a prestação ao mesmo tempo. O aluguel de uma casa por aqui gira em torno de R$ 500 e eu não tenho como bancar isso e nem tenho para onde ir”, lamenta Daniela Bessa. Outra dificuldade encontrada pelos moradores é encontrar casas para alugar em tão pouco tempo. “Temos que sair daqui o mais rápido possível e demora um tempo a aprovação do contrato”, lembra a moradora Creuza Regina.

Foto: Eduardo Toledo

Cleonice Santos está preparando a mudança: vai para a casa da sogra, morar de favor

Segundo os moradores do conjunto, representantes da CDHU disseram que cada morador iria receber uma bolsa aluguel de R$ 400 durante oito meses (período previsto para a reforma que deve ser feita pela Companhia). Os moradores fizeram uma contra-proposta para elevar esse valor para R$ 600, mas o acordo ainda não foi fechado.

As pessoas que podem estão indo para a casa de parentes. “É uma situação ruim, a gente acaba atrapalhando a vida das outras pessoas, mas o nosso desespero é tão grande que eu não sei o que fazer”, disse Cleonice Santos. “Estão tratando a gente como se fossemos invasores, mas não, nós somos mutuários”, reclamou a moradora.

O financiamento feito pelo CDHU é de 25 anos e cada morador paga uma prestação de acordo com a situação financeira. A reportagem do Portal O Taboanense entrevistou moradores que pagam desde R$ 100 até R$ 357.

Publicidade
Publicidade