Cotia, Taboão da Serra e Juquitiba registram alta em colisões contra postes e acendem alerta no trânsito
As cidades de São Lourenço da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Cotia, Juquitiba, Taboão da Serra, Embu-Guaçu e Vargem Grande Paulista vivem cenários distintos no combate aos acidentes de trânsito envolvendo postes de energia elétrica. Apesar da queda de 12,85% nas ocorrências registradas nos primeiros quatro meses deste ano, os números ainda preocupam concessionária, autoridades e moradores da Grande São Paulo.
Dados da Enel Distribuição São Paulo mostram que 183 colisões contra postes foram registradas entre janeiro e abril de 2026 nos 24 municípios atendidos pela empresa. No mesmo período do ano passado, haviam sido contabilizados 210 acidentes. Mesmo com a redução, a média permanece elevada: praticamente uma batida a cada 16 horas.
O levantamento foi divulgado durante o Maio Amarelo, campanha nacional voltada à conscientização para a segurança no trânsito. Entre os municípios da região, São Lourenço da Serra aparece com o menor índice de ocorrências. A cidade registrou apenas um acidente nos quatro primeiros meses deste ano e havia encerrado 2025 com somente dois casos.
Embu das Artes também apresentou melhora nos indicadores anuais, reduzindo de 10 acidentes em 2024 para 6 registros em 2025. Em Itapecerica da Serra, os números caíram de 8 para 6 ocorrências no mesmo período analisado. Já Vargem Grande Paulista manteve estabilidade, com dois acidentes registrados em anos consecutivos.
Na contramão da redução, algumas cidades tiveram crescimento expressivo nos casos de colisões contra postes. Cotia liderou o aumento absoluto da região, passando de 13 acidentes em 2024 para 21 registros em 2025. Juquitiba triplicou os números, subindo de 2 para 6 ocorrências. Embu-Guaçu saiu de nenhum caso registrado para 4 acidentes, enquanto Taboão da Serra dobrou os índices, passando de 2 para 4 batidas.
Além dos danos aos veículos, as colisões causam impactos diretos no fornecimento de energia elétrica. Segundo a Enel, a troca de um poste destruído leva, em média, oito horas. O tempo pode ser maior em situações que envolvem reconstrução da rede elétrica, substituição de equipamentos e liberação da área para perícia policial.
Os reflexos atingem moradores, comerciantes e serviços essenciais, que enfrentam interrupções prolongadas de energia após acidentes graves. A concessionária informou ainda que os custos de substituição das estruturas são cobrados judicialmente dos proprietários dos veículos envolvidos nas colisões.
A empresa também orienta a população sobre os riscos em casos de acidentes com a rede elétrica. Se houver cabos caídos sobre o veículo, a recomendação é permanecer dentro do automóvel e evitar contato com partes metálicas até a chegada do socorro. Pedestres devem manter distância da fiação e acionar imediatamente a concessionária e os serviços de emergência.
As ocorrências podem ser comunicadas diretamente à Enel pelo telefone 0800 72 72 196.
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