Cresce a adesão de setores da prefeitura no 2º dia de greve
No segundo dia de greve do funcionalismo público de Taboão da Serra, a categoria iniciou a segunda-feira, dia 9, em frente à Usina, o objetivo era conseguir a adesão dos funcionários para a greve.
“Nossa data base, que é primeiro de maio, está sendo desrespeitada. E o prefeito Fernando Fernandes, que voltou em 2013, que prometeu dias melhores, também não respeitou. Estamos aqui para cobrar a reposição imediata de 40% de reajuste salarial”, disse a professora Sandra Fortes, do Comando de Greve.

Durante o trajeto da Usina até a prefeitura, onde os grevistas prometem ficar até que o prefeito os chame para um acordo, o grupo passou por alguns equipamentos públicos a fim de convencer os funcionários a aderirem a paralisação, uma vez que a pauta de reivindicação é comum a todo o funcionalismo. Também foi realizado um ato de protesto em frente à Câmara Municipal.
“Essa é nossa triste saga, entra ano sai ano. Sai governo e volta governo. E nós estamos aqui indignados, porque já são dois anos praticamente [do atual governo], e ele sabia da triste realidade da perda salarial do funcionalismo de Taboão da Serra, agora fica se enclausurando, tratando o servidor como se fosse lixo”, disseram.
De acordo com o Comando de Greve, 55 escolas municipais aderiram a paralisação, algumas de forma parcial e outras integral. Também pararam de maneira parcial, funcionários da Usina, CRAS, Zoonoses, Motoristas e Parque das Hortênsias.
Ainda de acordo com os grevistas, funcionários da Semutrans informaram que a partir desta terça-feira, dia 10, a categoria também irá aderir à paralisação.
Os servidores reclamam, além da defasagem salarial, 18 anos sem aumento, das péssimas condições de trabalho. Berçários superlotados, até “31 bebês para duas funcionárias cuidarem”, apenas uma merendeira “para cozinhar para 120 crianças,” falta de equipamentos de segurança para o pessoal da Usina, desvio de função em vários setores da prefeitura.
“As máscaras que são descartáveis, temos que reutilizar por até três vezes, um absurdo”, disse Kléber Silva, da Usina. Que também reclamou da falta de equipamentos de segurança, uniformes e até combustível para abastecer os carros.
O Comando informou que o secretário de Educação João Medeiros chamou algumas ADEs, ADIs e assistentes de classe para uma reunião entre terça e quarta-feira. “Já foi protocolado na prefeitura a nossa greve. Ele [Medeiros] quer quebrar o movimento, chamando funcionários para negociar em separado. Só nós podemos negociar com o governo. Nós não vamos negociar nada separado, é um absurdo essa atitude do prefeito e do secretário”, criticaram.
A paralisação continua nesta terça-feira, dia 10, os grevistas devem permanecer em frente à prefeitura durante todo o dia.
