Home

Embu, quem não viu…

3 min de leitura
Foto do autor

Redação

18/02/2011 00:00
Embu, quem não viu...

Por Marcos Luiz de Mendonça

Publicidade
Publicidade

Quem não viu não acreditaria que até cerca de 50 anos atrás, no Largo dos Jesuítas, naquela época denominado Largo da Matriz, aos domingos à tarde, jogávamos futebol. Hoje o local é tomado por turistas e expositores da feira de arte e artesanato que se instalou por volta de meados da década de 60.

Quem não viu não acreditaria que no Largo 21 de Abril, onde hoje existe o coreto, havia um bebedouro que foi por algum tempo a única fonte de água potável para os moradores do Centro, que contando com um limitado número de construções, se limitava à área demarcada pelas hoje Ruas Domingos de Paschoal, Boa Vista até o Largo 21 de Abril.

Quem não viu não acreditaria que neste mesmo local também se jogava futebol, brincava-se de roda e outras diversões infantis a qualquer tempo e a qualquer horário. Ali ainda se instalava o “Circo Teatro Rosária” que, com grande sucesso, periodicamente visitava a Cidade, trazendo alegria com o palhaço Querosene e sua troupe. Também abrigava vez por outra parques de diversão e circos de rodeio que em muito entretiam a população.

Quem não viu não acreditaria que na esquina da Rua da Emancipação com a Rua Andronico dos Prazeres Gonçalves onde hoje existe um restaurante era a sede social da Associação Atlética Embuense, orgulho esportivo e social da Cidade, onde se reunia a juventude para as “matinès”  e “soirès” de domingo e se realizava um dos melhores carnavais da região.

Tudo isso passou.

O progresso superou essas memoráveis cenas e seus panos de fundo, mas o Embu se tornou a pujante Terra das Artes, sem deixar de ser o Embu histórico e bucólico de outrora. Essa mística mistura de progresso, arte, cultura e tradição faz de Embu um cidade notável, digna de ser conhecida e analisada.

Parabéns Embu pelos seus 52 anos.

 

Publicidade
Publicidade