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Enem: na reta final, corrigir erros pode valer mais do que escrever várias redações

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Redação

07/10/2026 • 15:49
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Faltando pouco para o Enem, produzir uma redação atrás da outra pode não ser a melhor estratégia para quem ainda quer melhorar a nota. Na reta final, a orientação é identificar os erros que continuam se repetindo e trabalhar diretamente nesses pontos.

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Entre as falhas mais comuns estão a leitura apressada do tema, a repetição de argumentos, a falta de progressão das ideias, o uso de repertório sem função clara e propostas de intervenção incompletas.

“Na reta final, é importante identificar onde o aluno ainda perde pontos e trabalhar essas dificuldades. Se os mesmos erros continuam aparecendo, simplesmente fazer mais redações não resolve o problema”, afirma Rafael Galvão, diretor pedagógico do Ensino Médio da Rede Alfacem Global Academy.

Reescrever o texto ajuda a corrigir erros recorrentes

Depois de receber a correção, o estudante pode voltar à própria redação e reescrever os trechos que apresentaram problemas. A estratégia permite trabalhar dificuldades específicas em vez de simplesmente começar um novo texto.

Erros de pontuação, crase e regência também podem ser identificados e corrigidos a partir das redações anteriores.

Outra possibilidade é trabalhar separadamente as cinco competências avaliadas na redação do Enem, direcionando os exercícios para os pontos em que o estudante apresenta maior dificuldade.

Segundo a equipe pedagógica, um trimestre de preparação estruturada pode resultar em ganhos de 100 a 160 pontos. O resultado, porém, varia de acordo com o desempenho individual e com os aspectos identificados nos simulados.

Repertório: menos quantidade, mais domínio

Na reta final, também não é necessário aumentar indefinidamente a lista de citações e referências.

A orientação é dominar cerca de 12 a 15 repertórios e aprender a relacioná-los aos diferentes temas. História, Geografia, Sociologia e Filosofia podem fornecer referências úteis para essa preparação.

Mais importante do que memorizar uma grande quantidade de citações é saber como utilizá-las para sustentar a argumentação.

Uma redação bem escrita também pode perder pontos

Erros gramaticais não são os únicos fatores que interferem na nota. Um texto pode estar correto do ponto de vista da linguagem e ainda apresentar argumentos previsíveis ou pouco desenvolvidos.

É nesse ponto que a progressão argumentativa e o uso do repertório ganham importância, especialmente nas Competências 3 e 5, relacionadas à argumentação e à proposta de intervenção.

Na conclusão, por exemplo, não basta apresentar uma solução genérica. É preciso deixar claro quem deve agir, o que será feito, como a medida pode ser colocada em prática e qual resultado se pretende alcançar.

Como estudar na reta final

Uma possibilidade é produzir uma redação completa por semana e fazer uma reescrita a cada duas semanas. O estudante também pode reservar cerca de 20 minutos por dia para revisar e ampliar o repertório.

“Para organizar o treinamento, uma possibilidade é fazer uma redação completa por semana, uma reescrita a cada duas semanas e reservar cerca de 20 minutos por dia para repertório. Simulados com tempo controlado e sem consulta também ajudam a preparar o estudante para as condições da prova”, orienta Galvão.

Nos últimos dias antes do exame, a recomendação é evitar mudanças bruscas na rotina. Manter o sono e a alimentação em ordem também faz parte da preparação.

Na reta final, portanto, o foco deve estar menos na quantidade de redações produzidas e mais na capacidade de reconhecer os próprios erros, corrigi-los e evitar que voltem a aparecer no próximo texto.

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