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Fernandes diz que mudanças no Plano Diretor são necessárias

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Redação

28/05/2014 00:00
Fernandes diz que mudanças no Plano Diretor são necessárias

As alterações no Plano Diretor de Taboão da Serra devem ser encaminhadas para a Câmara Municipal nas próximas semanas. A expectativa é que os vereadores votem o projeto alterando o zoneamento de 19 áreas antes do recesso e apesar da polêmica na realização da audiência pública, o projeto não sofrerá alterações.

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Em entrevista exclusiva ao Portal O Taboanense, Fernandes explicou as mudanças e disse que cumpriu a promessa feita para os movimentos de moradia popular. “O que o MST pediu para mim e para os vereadores foi cumprido, colocamos uma área no Jd. Salete como Zeis (Zona Especial de Interesse Social, destinado para a construção de moradias populares), a moradia popular está contemplada nas alterações”, afirmou.

Fernando Fernandes justifica alterações no Plano Diretor: "a cidade mudou" | Eduardo Toledo

Sobre a mudança mais polêmica, que transforma a área conhecida como Paulo Colombo, na frente do prédio do INSS, de Zeis para Zona de Proteção Ambiental, Fernandes disse que está é uma das alterações mais importantes do Plano Diretor.  “O Adensamento em torno da São Francisco é muito grande, é quase impossível circular, já houve muitos empreendimentos na região, autorizado pela administração passada, que torna inviável um novo projeto habitacional naquele terreno. A cidade ia parar”.

De acordo com a prefeitura, no terreno de 80 mil metros quadrados, que hoje é Zeis, seriam construídos três mil apartamentos populares pelo projeto apresentado pelos movimentos de moradia. A proposta da prefeitura é construir no local um parque de lazer no mesmo estilo do Villa-Lobos.

“Os moradores de Taboão da Serra não tem área de lazer, ouço essa reclamação. O único terreno que ainda tem condições de abrigar um parque para que as crianças possam andar de bicicleta, praticar esportes, fazer uma caminhada é neste local. Estamos pensando na qualidade de vida dos taboanenses”, afirmou o prefeito.

Apesar da mudança, o prefeito garantiu que os movimentos populares não irão perder nenhum “metro quadrado” para a construção de conjuntos habitacionais. “Quando trocamos algumas Zeis, eles [movimentos de moradia] ganharam porque aumentamos o número de metros quadrados para Zeis”.

Outra mudança que a prefeitura propõe é a alteração de zoneamento do terreno onde está instalada a Niasi, empresa que deixou Taboão da Serra em 2012. “Essa área não tem mais vocação para a indústria. Nenhuma indústria virá para Taboão da Serra, pagando o preço que eles querem. A vocação é outra, ali tem que ter um projeto compatível com a região, deve ser destinado para moradias e para o comércio”.

O terreno onde funcionava a antiga fábrica da Lundiawillo, na rodovia Régis Bittencourt, no Jd. São Miguel, também deverá ter seu zoneamento alterado. “Ali não tem mais vocação industrial, há quanto tempo está fechada? Quem vai comprar para ser indústria? Essas áreas não podem ficar ociosas, temos que adaptar para a nova realidade”.

Fernandes afirmou que as alterações no Plano Diretor preveem também a adequação de áreas para uso industrial. “Vamos ampliar a área industrial do Pq. Laguna, que tem essa vocação e que só não cresce mais por causa do zoneamento. Então ali será ampliada a área para indústrias na nossa cidade”.

O prefeito ainda disse que as mudanças propostas no Plano Diretor não estão sendo impostas. “Todas as mudanças que estão acontecendo no Plano Diretor foram discutidas com os vereadores, com os técnicos da prefeitura. As alterações passaram pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano, então estamos fazendo tudo sem pressa, bem pensado”.

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