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Fernandes diz que prefeitura irá pagar professores grevistas

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Redação

07/08/2014 00:00
Fernandes diz que prefeitura irá pagar professores grevistas

O prefeito Fernando Fernandes falou pela primeira vez sobre o pagamento dos professores que aderiram a greve no início de junho. A prefeitura de Taboão da Serra descontou em folha os dias parados, situação que revoltou a categoria. No dia 25 de julho, o Sindicato dos Professores conseguiu uma liminar proibindo os descontos, mas a prefeitura recorreu.

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Segundo Fernandes, a prefeitura acatou a liminar, mas lembrou que a prefeitura tem direito ao recurso. “Tão logo se esgote os nossos direitos, a gente vai atendê-los. Mas eles [professores] vão ter que repor. Nós vamos pagar [os dias descontados], mas eles vão precisar repor. Parece que foram 13 dias úteis perdidos, mais ou menos isso, varia de escola para escola, mas em média é isso”, afirmou.

Fernandes durante inauguração da ampliação da EMI Dorinha, no Jd. Leme, no último sábado | Eduardo Toledo

Fernandes frisou que a justiça determinou o pagamento, mas também exigiu a reposição dos dias parados. “Na própria sentença que foi dada pela juíza, ela fala em reposição do trabalho. Então nós vamos pagar e eles vão repor os dias perdidos. Nós recorremos porque é dever de ofício, sempre que tem uma sentença, seja ela qual for contra a prefeitura, você tem que esgotar o seu recurso”.

Sobre a situação de alguns professores, que tiveram os holerites quase zerados devido aos descontos, o prefeito disse que não o agrada essa informação. “Eu me sensibilizo com a situação, ninguém quer ver ninguém sofrer, mas na vida tem que arcar com as consequências dos seus atos. Eles optaram por um caminho e tem uma estrada para ser percorrida”.

Na opinião do prefeito, a greve foi um ato político. “Eu entendo que tenha sido uma greve política, até porque aquela moça, que era líder da greve, ela sempre diz que tem problema para falar, ela pede afastamento, readaptação e na greve ela se mostrou com uma voz potente e constante”.

Em relação a reivindicação dos professores, que pedem reajuste, pois estão há 18 anos sem reposição, Fernandes rebateu a informação. “Não é verdade que não tem reposição esse tempo todo. Quando eu entrei em 1996, logo de cara eu dei um aumento de 15%, depois dei dois abonos que foram incorporados, que chegava a corresponder a 20, 25% do salário. Eu dei, nos meus [primeiros] oito anos foram dados [reajustes]”.

A reportagem do Portal O Taboanense tentou contato com Professor Segura, presidente do Sindicato dos Professores Municipais (Siproem), mas não obteve sucesso.

Entenda o caso

Parte dos professores da rede municipal de Taboão da Serra entrou em greve no dia 6 de junho, mantendo a paralisação parcial até dia 25 de junho. Apesar do fim da paralisação, os funcionários  mantiveram a mobilização e decidiram manter o “estado de greve”, apesar de terem voltado para as alas de aula.

O fim da paralisação aconteceu quando Fernandes enviou para a Câmara Municipal  um projeto de concessão de abono salarial de até R$ 200 para algumas categorias o funcionalismo público municipal. O projeto foi aprovado e no dia seguinte, os professores realizaram uma nova assembleia.

Apesar de não concordarem com o abono, a maioria decidiu pelo fim da greve.  “Somos contra [o abono] porque esse valor não incide no 13º, nas férias e principalmente na aposentadoria, que é a hora que mais precisamos”, disse na ocasião Ademir Segura, presidente do sindicato dos professores de Taboão da Serra e região.  Os servidores vão lutar para que, pelo menos, o abono seja incorporado ao salário.

Na pauta de reivindicações, os servidores exigiram reajuste salarial de 40%, vale transporte, vale refeição e plano de saúde, entre outros benefícios.

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