Grevistas afirmam que movimento ganhou ânimo novo
Após nota oficial da Prefeitura de Taboão da Serra sobre a greve dos servidores públicos, veiculada no Portal O Taboanense dia 15, o comando de greve do funcionalismo declarou que o movimento ganhou “ânimo novo”.
“Essa nota [do prefeito Fernando Fernandes (PSDB)], dá uma ânimo novo ao movimento. Essa nota é resultado da manifestação que fizemos na sexta-feira (13), com a magnífica ocupação da BR [rodovia Régis Bittencourt], declarou.

Na nota, Fernandes afirma que só irá receber os grevistas, dia 24 de junho, e “esclarece que apenas um grupo isolado de funcionários aderiu à greve. Dos 1.600 professores que estão ativos na rede municipal de ensino, apenas 116 paralisaram as atividades”.
O comando de greve publicou uma nota em resposta às declarações de Fernandes.
Nota oficial do comando de greve
Após 10 dias da greve do funcionalismo, iniciada no dia 6 de junho, o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) publica uma nota acerca do movimento.
Na nota, ele reafirma que só pretende negociar no dia 24 de junho. Consideramos isso uma postura intransigente do prefeito, pois, se pretende de fato negociar, que reabra as negociações imediatamente. Este seria o melhor caminho para buscar o entendimento com as trabalhadoras e os trabalhadores, possibilitando a normalização dos serviços públicos afetados pela greve.
O prefeito fala em negociar com os grevistas, mas ao mesmo tempo desconhece o direito de greve e a representatividade do Comando de Greve e das entidades representativas do funcionalismo em greve (ATRASPACTS e SIPROEM), mandando seus secretários convocarem exclusivamente funcionários que não aderiram à greve para conversas de gabinete que nada propõem de concreto e que só servem como manobras para tentar dividir o funcionalismo .
O prefeito tenta diminuir a força do movimento afirmando que apenas um grupo isolado de professores está em greve. A própria população e a imprensa podem constatar que isso não é verdade. O movimento grevista abrange vários setores e categorias da Prefeitura: Educação (professores, ADIs, ADEs, auxiliares de classe, inspetores e assistentes administrativos), Assistência Social dos CRAS, CREAS e Centro Pop (assistentes sociais, psicólogos, orientadores sociais e assistentes administrativos), trabalhadores da Usina, Zoonose e Parque das Hortênsias.
A força do movimento grevista tem sido mostrada não apenas pelos índices de paralisação, mas também pelas manifestações quase diárias que vem sendo feitas para informar e mobilizar os trabalhadores do município e sensibilizar o prefeito para que abra negociação.
O prefeito se referiu à Pauta de Reivindicações afirmando que há itens que dependem de mudanças no Estatuto do Magistério, mas esquivou-se de se posicionar sobre os itens que podem ser resolvidos já: o reajuste salarial de 40%, que deveria ter sido feito já na data base de 1º de maio; o vale transporte, cujos recursos já foram provisionados no Orçamento da Prefeitura para 2014; o reajuste do Vale Alimentação para 500 reais, entre outros itens que dependem unicamente de decisões políticas do Sr. Fernando Fernandes.
A nota da prefeitura afirma também que a greve não está afetando os alunos porque as aulas não foram suspensas. Perguntamos: quem então está sendo colocado para trabalhar nas escolas no lugar dos trabalhadores da educação que estão em greve? Os direitos dos alunos estão sendo respeitados? Entendemos que não!
Finalmente, diante da nota do prefeito, o Comando de Greve do Funcionalismo reafirma sua plena disposição de retomar imediatamente as negociações, e ao mesmo tempo a nossa firme determinação de dar continuidade à greve do funcionalismo, conforme decisão da última assembleia. Negociação, já!
