Há 15 dias no cargo, Erlon Chaves apresenta propostas
Da Gazeta SP
Há 15 dias no cargo, o prefeito de Itapecerica da Serra, Erlon Chaves (PDT), convocou entrevista coletiva nesta terça-feira para explicar quais serão as principais características de seu governo. Segundo Erlon, não há mais chances de Chuvisco (PMDB), o ex-prefeito, voltar ao cargo, já que uma decisão definitiva da justiça deve sair em cerca de dois anos.
O prefeito ainda não nomeou todos os secretários que vão fazer parte de seu governo, mas diz que procura pessoas capacitadas. “Nosso primeiro passo será solicitar pessoas capacitadas e com experiência, ou seja, técnicas, para ocupar cada pasta”, explicou.

Outra medida que Erlon tomou foi fazer um levantamento orçamentário para saber a real situação dos cofres públicos. “A gestão passada tinha muitos cargos de confiança, o que gerava gastos de cerca de R$ 20 milhões e muitos dos cargos sem funcionalidade, então vamos enxugar a folha de pagamento para economizar”.
Segundo Erlon, eram cerca de 400 funcionários com os chamados cargos de livre nomeação, que não necessitam de concurso e que muitos funcionários ganhavam horas extras sem trabalhar. Sobre demissões, o prefeito disse que os servidores que foram nomeados pelo ex-prefeito estão se desligando automaticamente e que por enquanto ele não prevê mais exonerações.
Erlon afirmou que seu mandato será baseado no diálogo e com foco em saúde e segurança e que como se trata de uma mudança imediata e não uma transição de governo, as ações vão levar mais tempo para aparecer. “Eu peço paciência à população e calma, estamos ‘apagando os incêndios’ para depois executar os projetos que já existem como, por exemplo, a construção de duas UPA’s (Unidade de Pronto Atendimento) e reforma da UBS São Pedro”.
Entenda o caso
O ex-prefeito de Itapecerica da Serra, Amarildo Gonçalves, o Chuvisco (PMDB) e sua vice-prefeita Regina Corsini foram cassados pela justiça eleitoral por suposta compra de votos durante as eleições de 2012. O processo movido por Erlon Chaves durou cerca de dois anos e somente em abril deste ano foi julgado. Chuvisco teve os recursos negados e ainda aguarda julgamento de um último recurso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
