Jovem morre no HGP com suspeita de dengue, SPDM diz que não houve negligência
Taboão da Serra pode ter registrado a segunda morte por dengue em 2015. Na segunda-feira, dia 27, o músico Claudemir Alves, morreu com suspeita de dengue hemorrágica. Ele foi atendido duas vezes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e de acordo com familiares apresentava sintomas da doença, porém nenhum exame foi solicitado. Após “piora do seu estado”, o paciente foi encaminhado para o Hospital Geral de Pirajussara (HGP), mas não resistiu e morreu. A família acusa a UPA e o HGP de suposta “negligência médica”.
Ainda de acordo com a família, Alves apresentou os primeiros sintomas, febre alta e dores no corpo, na noite do dia 21, quando procurou o primeiro atendimento. Fábio Alves, informou seu irmão foi medicado e em seguida liberado.

Na sexta-feira, dia 24, ele voltou a passar “muito mal”, e no sábado, Claudemir piorou, perdeu muito sangue, e então foi transferido para o HGP, quando foi solicitado um exame de endoscopia com urgência. Porque, segundo a família, o procedimento detectaria o local exato o sangramento.
Os familiares afirmam que o exame não foi realizado “por falta de profissional”, porém a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), organização social responsável pelo atendimento da UPA e do HGP, afirma que o paciente recebeu todo o atendimento necessário.
Em nota, enviada ao Portal O Taboanense, a SPDM, afirma que “o paciente deu entrada no Hospital Geral de Pirajussara (HGP) apresentando um quadro de febre alta e dores no corpo, além de sangramento, com estado clínico grave, recebendo todo o atendimento necessário”.
Quanto ao exame de endoscopia, a nota informa que o “HGP não dispõe de serviço de endoscopia 24 horas e o paciente não apresentava condições clínicas para transferência para outra unidade”.
“A endoscopia mencionada era um exame complementar, para diagnóstico de outras causas de sangramento digestivo… A realização ou não da endoscopia era uma precaução, porém, não alterava o tratamento ao paciente. É importante ressaltar que todo o atendimento necessário para o paciente foi dispensado, portanto, não houve negligência no tratamento recebido na unidade”, informa a nota.
A SPDM, ainda relata que “seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, a confirmação de diagnósticos de morte por dengue é fornecida pelas vigilâncias epidemiológicas municipais, que devem ser contatadas para tanto”.
A prefeitura de Taboão da Serra não se manifestou sobre o caso.
