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Justiça retoma hoje julgamento do caso da fraude do IPTU

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Redação

21/05/2014 00:00
Justiça retoma hoje julgamento do caso da fraude do IPTU

Justiça de Taboão da Serra retoma nesta quinta-feira, dia 22, audiência do julgamento dos 26 envolvidos na fraude do IPTU. O juiz Guilherme Alves Lamas vai ouvir as últimas testemunhas arroladas pela defesa.

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“Não temos, de forma precisa, quantas e quais serão, porque o Juiz permitiu que os advogados apresentassem voluntariamente, no Fórum, as testemunhas faltantes”, explicou o advogado José Vanderlei Santos.

Na próxima fase, os réus irão prestar depoimento | Rodrigo Martins

De acordo com Santos, ainda nesta fase, existem os depoimentos das testemunhas que residem fora do município, que deverão ser ouvidas através de Carta Precatória. “Ainda não temos a confirmação de retorno de todas as Cartas Precatórias emitidas por Taboão da Serra”, comentou.Na próxima etapa serão ouvidos os 26 acusados.

Entenda o caso

No dia 3 de maio de 2011 Taboão da Serra viveu o maior escândalo político da história. O esquema fraudulento de baixas na dívida ativa do município foi descoberto pela Polícia Civil e resultou na prisão de 26 pessoas, entre eles quatro vereadores, três secretários municipais, funcionários e ex-funcionários da prefeitura. Devido ao escândalo a cidade foi destaque negativo em todo o país. O caso ainda esta em julgamento, eles são acusados de desviram cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos.

O esquema que fraudava os cofres públicos começou a ser descoberto no dia 18 de março, com a prisão em flagrante do então funcionário público Márcio Carra. Ele baixava indevidamente impostos que estavam na dívida ativa em troca de propina. A investigação da Polícia Civil levou a descoberta de uma quadrilha que operava o esquema.

No dia 3 de maio, numa cena cinematográfica, policias civis da Seccional de Taboão da Serra foram até a Câmara Municipal e prenderam três vereadores. Outras oito pessoas foram presas nos dias seguintes. Um mês depois mais 15 pessoas foram presas, incluindo mais um vereador e três secretários municipais.

Alguns dos acusados ficaram presos por cerca de 90 dias, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu Habeas Corpus aos envolvidos mediante pagamento de fiança no valor de R$ 27 mil.
Em agosto de 2011 teve inicio o julgamento, apenas as testemunhas de acusação foram ouvidas nessa primeira parte. Em janeiro de 2012 as audiências foram suspensas. A justiça atendeu a um pedido dos advogados do ex-secretário de Governo, Luiz Antonio de Lima, sob a alegação de suposta falta de documentos nos auto.

A Câmara Municipal instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), após várias oitivas o relatório final foi arquivado, sem ser votado pela comissão. 

Morte

Durante a operação Cleptocracia, a Polícia Civil divulgou diversos relatórios de investigações paralelas que foram desencadeadas após a apreensão de documentos na prefeitura e na casa dos acusados. O principal nome das investigações era o policial Ivan Jerônimo.

Uma reviravolta aconteceu no dia 8 de março de 2012, quando o policial acabou cometendo suicídio, com um tiro no peito, em um banheiro de um café, na Cidade Jardim, em São Paulo. Ivan era considerado peça-chave no julgamento dos acusados, com sua morte a acusação perdeu a principal testemunha.

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