Lopes ataca Aprígio em nova polêmica na Câmara Municipal
Outra polêmica que marcou a sessão foi o pronunciamento do vereador Eduardo Lopes (PSDB), mais uma vez partiu para o ataque e criticou o ex-vereador Aprígio, que pretende se candidatar a prefeito em 2016. O clima ficou quente quando o parlamentar bateu boca com uma moradora que estava assistindo a sessão e defendeu Aprígio.
Lopes rebateu uma entrevista onde Aprígio teria dito: “levo meio mundo comigo”, caso a Câmara Municipal abra uma CPI para investigar a Cooperativa Vida Nova, da qual ele é presidente. O vereador disse que a declaração feita por Aprígio é “lamentável”. “Que crime ele [Aprígio] cometeu junto com outros vereadores que podem ser levados, abre aspas, com ele. Se ele sabe de coisas erradas, por que não conta? Não prevarica”, cobrou.

Nesse momento, uma moradora começou a defender Aprígio e começou um bate boca com o vereador que estava na tribuna: “Esses seus comentários podem se voltar contra a senhora. A senhora pode sair daqui presa. A senhora não pode falar o que quer e não provar, vai ter que provar”, disse Lopes. A sessão foi interrompida por 10 minutos.
Após os trabalhos serem retomados, Lopes voltou ao ataque, disse que coloca seu sigilo bancário a disposição para que não haja nenhuma dúvida em relação as denúncias feitas pela moradora. “Eu coloco meu sigilo bancário, mas quero que o Aprígio também fala isso. Vamos ver como foi a evolução patrimonial nos últimos 10 anos”.
Na sessão anterior, Lopes fez críticas a Cooperativa Vida Nova e sugeriu que fosse aberta uma CPI para investigar a doação da rua que corta o condomínio, além do desmembramento do terreno e a doação de uma área institucional de 36 mil metros quadrados para o município.
Na entrevista dada por Aprígio, ele se defendeu das acusações. “O Lopes [vereador] não sabe o que está falando. Como Vereador, ele precisaria se informar melhor. Talvez o Lopes não saiba que quem fez a avenida aqui foi a Cooperativa, quem fez a terraplenagem foi a cooperativa, quem fez guia foi a cooperativa, quem fez esgoto foi a cooperativa, quem colocou água foi a cooperativa, quem colocou luz foi a cooperativa. A rua era particular e o prefeito desapropriou depois de a rua pronta”.
Ainda referindo-se a esse caso, Aprígio contou que o maior beneficiado foi a própria prefeitura, pois o terreno, segundo o empresário, “foi desapropriado a R$ 1,00 o metro quadrado. E esse um real a prefeitura ainda não pagou para a cooperativa. Talvez estivesse errado se a cooperativa tivesse superfaturado e dado prejuízo à prefeitura. A prefeitura nem sequer pagou R$ 1 o metro quadrado. E isso foi um benefício feito pela cooperativa de praticamente ‘dar’ a rua à cooperativa. Então eu quero que ele [vereador Eduardo Lopes] me diga qual foi o prejuízo. Ele alega que quem faz desmembramento tem que doar uma faixa de terra para a prefeitura. Mas no nosso caso foi feito desdobro, caso em que não se doa nada para a prefeitura. É desdobro aprovado pela prefeitura.”
No final da sessão, a vereadora Luzia (PSB), esposa de Aprígio, disse que a declaração de Aprígio foi mal interpretada. Sobre a rua, ela afirmou que a Cooperativa possui notas fiscais comprovando a compra de material para a obra. “Está na justiça e a justiça que vai julgar. Em Taboão tem muitas ruas irregulares, não cabe a mim falar, então vamos fechar as outras que estão irregular, o que ele falou foi nesse sentido”.
