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Mãe de Bruna diz que houve negligência do hospital

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Redação

11/05/2014 00:00
Mãe de Bruna diz que houve negligência do hospital

No Dia das Mães, a dona de casa Fátima Maioli, 54 anos, ainda não se conforma com a maneira que perdeu a filha caçula, Bruna Souza Maioli, de 23 anos, que morreu no último dia 28, com sintomas da dengue e em consequência de uma parada respiratória, em Taboão da Serra.  A família diz que a jovem estava com os sintomas como febre, vômitos e diarreia e que era a quarta pessoa da família a contrair a dengue. Dona Fátima acredita que houve negligência no atendimento no hospital particular Family.

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A Gazeta de S. Paulo, conversou com os pais de Bruna, Jorge Maioli, de 59 anos e a Fátima, na casa da família, no Jardim Record. Caçula de quatro filhos, Bruna uma semana antes de falecer, cuidava do sogro, a sogra e o namorado Rodrigo, que estavam com dengue. Fátima não acredita em outra hipótese, a não ser a dengue.

Bruna deu entrada no dia 28 de abril no Hospital Family, foi liberada, precisou retornar e acabou falecendo | Thiago Neme/Gazeta de S. Paulo

Bruna deu entrada no Hospital Family, na segunda-feira (28) às 7h53 da manhã, segundo Fátima, a filha estava gelada, com pressão muito baixa e febre alta. O Hospital solicitou o exame de sangue e medicou a estudante com soro na veia e por volta das 13h40 Bruna recebeu alta. Mais tarde ela foi levada novamente ao Hospital, por volta das 19h30 onde teve a parada cardiorrespiratória. Fátima diz que a filha ficou em uma maca na sala de observação.

“Minha filha ficou em uma maca, em observação e morrendo aos poucos. O hospital não tem UTI. O erro aconteceu pela manhã, no exame de sangue feito, não foi constatado nada? Será que realmente teriam que ter liberado?”, questiona a mãe.

Laudo

O pai Jorge aguarda o laudo que comprove oficialmente a morte da filha, ser liberado pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório oficial do Governo do Estado. “Este laudo está demorando muito, estou com medo de ser alterado”, afirmou o pai. O Hospital Family não se manifestou, afirmou que só irá se pronunciar sobre o caso de Bruna, quando o laudo oficial ficar pronto.

“Vou processar o hospital Family, só estou aguardando o laudo oficial ficar pronto, porque se o atendimento tivesse sido adequado a minha filha poderia estar aqui comigo nesse Dia das Mães”, lamentou Fátima.
 De acordo com a Secretaria de Saúde de Taboão da Serra, os exames laboratoriais de Bruna não eram característicos de dengue.

“É obrigatório pensarmos em alguns diagnósticos diferenciáveis como meningococcemia, leptospirose, H1N1 e dengue. O exame necrológico não permite chegar a um diagnóstico conclusivo e, portanto, o material colhido para este fim foi encaminhado ao Instituto Adolpho Lutz”, explicou o órgão em nota divulgada um dia após o falecimento de Bruna.

Sobre os casos de dengue na cidade, a Prefeitura informou que  tem realizado mutirões para combater a proliferação do mosquito da dengue nos bairros, onde se concentra muitos casos.

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